Decisão entre compra, aluguel ou assinatura depende do uso e dos custos
O planejador financeiro certificado e especialista em finanças comportamentais Jeff Patzlaff afirma que o primeiro passo antes de optar por comprar, alugar ou assinar um carro é avaliar se o veículo é uma necessidade ou um desejo. A declaração foi feita no último episódio do podcast Guia g1, publicado originalmente em 01/12/2025.
Segundo Patzlaff, na compra de um carro além do valor das parcelas devem ser considerados outros custos obrigatórios, como IPVA, seguro, manutenção e documentação. Esses gastos somam aproximadamente 12% ao ano sobre o valor do veículo, sem contar a depreciação, que tende a ser mais acentuada nos primeiros dois anos.
No caso de financiamento, o especialista recomenda atenção ao Custo Efetivo Total (CET) e aos juros cobrados nas parcelas, itens que influenciam diretamente o custo final da aquisição.
Patzlaff aponta que a compra costuma fazer mais sentido para quem roda muito, pretende manter o mesmo carro por alguns anos ou usa o veículo para obter renda, como motoristas de aplicativo. Nesses perfis, o valor do bem se dilui ao longo do tempo, especialmente quando a quilometragem mensal ultrapassa, em torno de, 1.500 km.
A assinatura é apresentada como uma espécie de aluguel de longo prazo. Nessa modalidade, o cliente escolhe modelo e configurações e paga uma mensalidade que, em geral, varia entre 2% e 4% do valor do carro. Esses contratos normalmente incluem IPVA, seguro e manutenção, conferindo previsibilidade aos gastos.
De acordo com o especialista, a assinatura tende a ser vantajosa para quem prefere trocar de carro a cada um ou dois anos, sobretudo em modelos de maior valor que sofrem forte desvalorização no início de vida útil, e para usuários que valorizam previsibilidade nos custos.
O episódio do Guia g1 traz essas orientações sem recomendações personalizadas, destacando as características de cada alternativa para que consumidores possam comparar custos e hábitos de uso antes de decidir.
Fonte: G1 – Guia g1


