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06/07/2026 — Transmissão: Record — Ondas de calor ameaçam produção do Parmigiano Reggiano na Itália

Calor extremo reduz produção de leite e eleva custos na região do Parmigiano Reggiano

Ondas de calor com temperaturas acima de 40°C estão afetando a produção do Parmigiano Reggiano na região da Emília-Romanha, no norte da Itália, causando queda na quantidade e alterações na qualidade do leite usado para fabricar o queijo tradicional.

Quem: Produtores e instituições ligados ao Consórcio do Parmigiano Reggiano, armazéns de maturação e grupos alimentícios da região.

O que: O calor leva as vacas a passar mais tempo deitadas e a consumir menos alimento, resultando em redução de até 10% na produção de leite. Para mitigar o efeito, fazendas e depósitos instalaram ventiladores, sistemas de nebulização e aspersores, o que elevou significativamente os custos de energia.

Onde: A produção autêntica do Parmigiano Reggiano é restrita a cinco províncias, em sua maioria na Emília-Romanha, e as vacas devem ser alimentadas exclusivamente com capim e feno produzidos na mesma região.

Como: Produtores relatam que sem chuva o capim não cresce e o feno não pode ser produzido, comprometendo a matéria-prima necessária para o queijo. Além das medidas de resfriamento nas fazendas, os armazéns usados para maturação — onde cada peça passa por inspeções rigorosas, incluindo exames de raio X e a tradicional verificação batendo com pequenos martelos — tiveram que aprimorar sistemas de refrigeração e isolamento para manter as rodas de queijo adequadas durante o envelhecimento, que dura no mínimo 12 meses e pode superar três anos.

Por quê: Eventos climáticos extremos elevam a demanda por energia para manter instalações e animais em condições ideais, aumentando custos e ameaçando tanto a quantidade quanto a qualidade do leite, segundo representantes do setor.

Nicola Bertinelli, presidente do Consórcio do Parmigiano Reggiano e produtor rural em torno de Parma, afirmou: “O calor extremo afeta a qualidade e a quantidade do leite”. Giancarlo Ravanetti, diretor da Magazzini Generali delle Tagliate (MGT), informou que os dois depósitos da unidade, localizados nas províncias de Reggio Emilia e Modena, abrigam mais de 500 mil rodas de Parmigiano Reggiano avaliadas em mais de 300 milhões de euros, e que o consumo diário de energia chegou a aumentar cerca de 30% durante os picos de calor.

Paolo Ganzerli, diretor internacional de vendas do grupo GranTerre, ressaltou o impacto econômico: “Se os eventos climáticos extremos se tornarem mais duradouros e intensos, certamente terão impacto tanto na quantidade quanto na qualidade do leite, mas, acima de tudo, levarão a custos mais elevados”. A indústria do Parmigiano Reggiano gera receita estimada em 4,5 bilhões de euros por ano, emprega milhares de pessoas e depende fortemente de exportações — mais da metade das vendas globais veio do mercado internacional em 2025, com os Estados Unidos como principal destino.

Ganzerli concluiu lembrando a tradição do produto ao afirmar: “O Parmigiano Reggiano existe há mais de 800 anos. Não queremos ser a última geração a comê-lo.”

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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