Um homem de 48 anos, condenado a 20 anos de prisão por crimes contra a própria filha, foi preso na manhã de segunda-feira na zona rural de Frutal. Ele estava foragido e tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Uberlândia.
A captura ocorreu durante uma abordagem da Polícia Militar do Meio Ambiente na Estrada Principal de São Mateus, no Setor 2 da zona rural do município. Após checagem nos sistemas policiais BNMP, SIGOP e QAPP, os agentes confirmaram a existência da ordem de prisão, com validade até março de 2046.
O mandado de prisão foi expedido em 10 de agosto de 2026. Na decisão judicial, o juiz negou ao réu o direito de recorrer em liberdade por considerar existir risco concreto de fuga, citando o histórico de permanência foragido por mais de uma década.
Segundo a investigação, o homem — que tinha residência cadastrada em Uberlândia — estava abrigado em propriedade de sua irmã na zona rural de Frutal no momento da detenção. A ordem de prisão refere-se aos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e estupro de vulnerável, cometidos de forma reiterada contra a filha.
O preso foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.
Crimes ocorreram durante três anos
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram entre 2007 e julho de 2010, na zona rural de Uberlândia, na região do acesso ao distrito de Miraporanga. A vítima tinha 11 anos quando o pai iniciou os atos libidinosos, que teriam sido praticados inicialmente por meio de chantagem emocional e abuso de autoridade.
Conforme a apuração, a partir de 2008 o réu passou a empregar violência física para forçar a filha a manter relações carnais. O Ministério Público informou que os abusos teriam ocorrido, em média, uma vez por mês ao longo de três anos, totalizando cerca de 48 condutas abusivas.
A violência sexual foi interrompida em meados de 2010, quando a jovem iniciou um relacionamento. Naquele período, segundo consta na denúncia, o pai ameaçou ir embora para o Tocantins caso a adolescente não se comportasse como “filha e mulher dele”.
Em outubro de 2010, a jovem relatou os abusos ao namorado, que acionou a Polícia Militar. A corporação prestou os primeiros atendimentos e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil, dando início às investigações que resultaram na condenação.


