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quinta-feira, agosto 20, 2026

13/08/2026 — Só 3% das casas do Reino Unido têm ar-condicionado; instalar pode ser caro e agravar calor urbano

Quem: Proprietários de imóveis no Reino Unido.

O que: Apenas cerca de 3% das residências britânicas contam com ar-condicionado, porcentagem muito inferior à observada nos Estados Unidos, onde 88% das casas possuem o equipamento. O interesse por instalações cresceu após recentes ondas de calor no norte da Europa.

Quando e onde: A informação foi publicada com referência ao contexto de calor e seca em 13 de agosto de 2026; imagem divulgada na mesma data mostra a ponte de pedra sobre o reservatório de Baitings exposta pela queda do nível da água.

Como: A instalação de um sistema de ar-condicionado em edificações já construídas costuma exigir passagem de tubulações pelas paredes e a colocação de uma unidade externa (condensadora) e de uma unidade interna com ventilador, conectadas por dutos que transportam o fluido refrigerante. Sistemas do tipo split podem inverter o ciclo para aquecer no inverno. Em geral, o custo para equipar toda uma casa tende a superar £6.000 (cerca de R$ 44 mil) e as despesas de operação podem variar de algumas centenas a alguns milhares de libras por ano, conforme o tamanho do imóvel.

Por que é complexo: Além do custo, a eletricidade no Reino Unido custa em média o dobro da tarifa praticada nos Estados Unidos, o que eleva o gasto operacional. Unidades externas geram ruído e podem afetar a estética dos prédios; por isso, normas de construção e regras de planejamento urbano devem ser consultadas antes da instalação. Em apartamentos, o barulho pode incomodar vizinhos e tornar necessária autorização.

Edifícios históricos apresentam desafios adicionais: paredes grossas e alta massa térmica retardam aquecimento e resfriamento; tetos altos aumentam o volume de ar a ser refrigerado; e a maior ventilação natural pode exigir que o aparelho trabalhe mais. A diminuição da temperatura interna durante o resfriamento tende a elevar a umidade relativa, o que pode demandar desumidificação adicional.

Apresentam-se também alternativas. Aparelhos portáteis concentram todos os componentes em uma unidade, são indicados para espaços pequenos, têm eficiência energética inferior e precisam de dutos ou aberturas em janelas para expulsar o calor — solução que pode ser inadequada em janelas modernas do Reino Unido, como as que não abrem verticalmente. Bombas de calor já instaladas em novas residências podem, no futuro, ser adaptadas para refrigeração se houver demanda maior por equipamentos com dupla função. Medidas de resfriamento passivo, como toldos, persianas externas e sombreamento, são opções de menor custo e impacto.

Impacto ambiental: Embora os refrigerantes CFCs tenham sido eliminados dos aparelhos atuais, o uso de ar-condicionado contribui para o efeito de ilha de calor urbana, já que o calor retirado dos interiores é liberado ao ambiente externo pelas condensadoras. As emissões de carbono associadas ao uso de equipamentos dependem da origem da eletricidade: matrizes com maior participação de fontes de baixo carbono geram menos emissões do que aquelas baseadas em combustíveis fósseis.

Ao adquirir um aparelho, autoridades alertam para a existência de produtos de baixo custo com performance questionável e para a necessidade de checar normas locais e requisitos de segurança antes da instalação.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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