21.6 C
Uberlândia
domingo, outubro 4, 2026

14/07/2026 — Brasil qualifica como “injusta” possível tarifa dos EUA em reunião de alto nível

O governo brasileiro considerou “injusta” a eventual imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais em encontro realizado na terça‑feira, 14 de julho de 2026. A avaliação foi feita durante uma reunião de alto nível com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.

Contexto e prazo

O encontro ocorreu um dia antes do prazo final para a decisão da administração do presidente Donald Trump sobre a adoção das sobretaxas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), esta foi a quinta reunião entre autoridades dos dois países desde a constituição, em maio, de um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial.

Críticas às recomendações americanas

Em nota oficial, o Mdic afirmou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) carecem de fundamento técnico. O governo brasileiro argumentou que a imposição de novas barreiras comerciais não teria justificativa técnica adequada e não contribuiria para um acordo bilateral.

Propostas em discussão

As críticas brasileiras miraram especificamente a proposta de uma sobretaxa de 25% sobre produtos do Brasil e uma tarifa adicional de 12,5% vinculada a investigações sobre trabalho forçado, medida que impactaria outras 59 economias. O governo reafirmou que a aplicação de qualquer sobretaxa seria injusta.

Negociações e posicionamento interno

Além do Mdic, participaram da reunião representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial da Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a manutenção do diálogo com Washington na tentativa de evitar a adoção das tarifas. Em conversas reservadas, interlocutores do governo indicaram que, apesar de avanços pontuais, a postura americana se tornou mais rígida nas últimas semanas. O Brasil busca uma solução negociada para o impasse.

Base legal e alegações

As medidas em análise derivam de uma investigação do USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo americano imputa ao Brasil práticas prejudiciais em áreas como comércio digital e questões ambientais. O Brasil, por sua vez, afirma que tais alegações não justificam a aplicação das medidas comerciais.

Impacto econômico previsto

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os EUA podem ser afetados, totalizando aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações. Entre os itens citados estão ferro‑gusa, molduras de madeira e álcool etílico. Enquanto aguarda a decisão americana, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas e não descarta a possibilidade de adotar medidas de resposta caso as tarifas sejam implementadas.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também