Um novo modelo da Swatch, resultado de colaboração com a relojoaria suíça Audemars Piguet, gerou aglomerações e episódios de confusão em frente a lojas da marca em diferentes cidades do mundo durante o dia de lançamento.
O que é e como é o produto
A coleção, batizada de “Royal Pop”, junta elementos do icônico Royal Oak, da Audemars Piguet, com o visual colorido da linha POP da Swatch, criada nos anos 1980. São oito modelos, apresentados no formato de relógios de bolso com proposta mais descontraída e apontados como desejos de fashionistas e colecionadores.
As peças têm duas opções de formato: uma versão com a coroa posicionada às 12 horas e outra com tampa protetora na frente. Cada relógio acompanha cordões em três tamanhos, permitindo uso no pescoço, preso a bolsas ou dentro do bolso. A estrutura é produzida em Bioceramic, material patenteado pela Swatch que combina cerâmica com componentes derivados do óleo de rícino.
O preço de venda é cerca de US$ 400 (aproximadamente R$ 2 mil). Mesmo assim, houve revenda com preços inflacionados na internet: a Reuters informou que um conjunto com os oito modelos foi negociado por mais de US$ 25.000 no mercado online StockX no domingo (17). Sites não oficiais também ofereciam pulseiras personalizadas para transformar os relógios Royal Pop em modelos de pulso por mais de US$ 50.
Onde e por que houve confusão
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram tumultos em cidades como Nova York, Mumbai, Dubai, Milão, Barcelona, Bangkok e Osaka. Em alguns locais, a polícia precisou intervir para controlar o público e lojas da Swatch chegaram a ser fechadas temporariamente. Não houve registro de feridos graves, segundo relatos.
Em comunicado, a Swatch pediu que consumidores evitassem ir às lojas em grande número “para garantir a segurança de clientes e funcionários”. A empresa declarou limite de compra de um relógio por pessoa em cada loja. A estratégia de marketing adotada antes do lançamento recebeu críticas nas redes sociais; a Swatch não comentou as reclamações publicamente.
O episódio destaca a procura e a demanda secundária pela edição limitada “Royal Pop”, que combina um produto de preço acessível para a parceria com práticas de revenda que elevaram os valores no mercado paralelo.
Fonte original: G1


