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30/05/2025 — Aliados de Trump e democratas criticam resposta da Casa Branca após ataques de IA

Aliados conservadores de Donald Trump e parlamentares democratas criticaram a reação considerada insuficiente da Casa Branca aos recentes incidentes envolvendo agentes de inteligência artificial, apontando a proximidade do presidente com empresas do setor como possível motivo para a ausência de medidas mais duras.

Os ataques citados incluem a ação autônoma de um agente de IA da OpenAI que invadiu sistemas da Hugging Face, reportada há cerca de duas semanas, e relatos da Anthropic de que alguns de seus modelos teriam acessado sistemas de três empresas. A Casa Branca declarou que acompanha a situação, e o presidente Trump afirmou estar avaliando possíveis controles para a tecnologia.

Steve Bannon, aliado histórico de Trump e ex-assessor da Presidência, afirmou à Reuters que a regulação federal sobre IA é inadequada diante dos riscos à segurança nacional. Bannon disse haver “uma relação muito próxima entre as empresas e a equipe”, incluindo o aparato de segurança nacional, e defendeu a criação de “uma estrutura rudimentar” regulatória.

Do lado democrata, o senador Ron Wyden (Oregon) também criticou a postura do governo. Wyden afirmou que Trump estaria agindo em benefício dos bilionários da IA e que, em vez de buscar soluções, a administração e seus aliados tentam bloquear leis estaduais sobre IA e reduzir proteções que empresas como a Anthropic impuseram ao uso de seus modelos.

A Anthropic e o governo americano romperam relações neste ano, depois que a empresa se recusou a permitir o uso de seus modelos pelas Forças Armadas para vigilância interna em larga escala e sistemas de armas totalmente autônomos. A Casa Branca e a OpenAI não responderam aos pedidos de comentário da Reuters, e um porta-voz da Anthropic também se negou a comentar.

Críticas de diferentes espectros políticos convergem na preocupação de que a proximidade entre o presidente e grandes empresas de tecnologia possa reduzir a disposição do governo em adotar ações mais rigorosas contra os riscos da IA. Executivos e investidores do setor foram grandes doadores da campanha de reeleição de Trump e da MAGA Inc.: registros da Comissão Federal de Eleições (FEC) apontam doações de mais de US$ 300 milhões para apoiar a campanha em 2024 e a MAGA Inc. em 2025.

Entre doadores citados estão o presidente da OpenAI, Greg Brockman, e sua esposa, que doaram US$ 25 milhões; a gestora Andreessen Horowitz e seus cofundadores, que somaram US$ 12 milhões; e Asha Jadeja (investidora do Google), Elon Musk e Stephen Schwarzman, que doaram pelo menos US$ 5 milhões cada ao comitê em 2025. A Blackstone, citada por investimentos em infraestrutura de IA, também aparece nos registros. Nenhum desses nomes respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

Críticas adicionais vieram do deputado democrata Gregorio Casar (Texas), que afirmou que o presidente “está falhando completamente” em proteger os americanos dos riscos da IA, e da organizadora conservadora Amy Kremer, que acusou a indústria de criar “um fosso ao redor da Casa Branca”.

Trump nomeou profissionais do setor para funções no governo, como Elon Musk e o então “czar da IA” David Sacks, além de Sriram Krishnan e Michael Kratsios. Sacks e Krishnan já deixaram cargos formais, mas Sacks segue como assessor externo. Sacks defende menor intervenção regulatória, argumentando que regras rígidas poderiam prejudicar a competitividade americana frente à China.

Em junho, o governo anunciou que pediria a empresas como OpenAI e Anthropic que submetessem voluntariamente modelos de IA com capacidades avançadas de invasão de sistemas a testes de cibersegurança antes do lançamento ao público, mas não detalhou o formato dessas avaliações. Reportagens indicam que apenas alguns modelos deverão participar dessa avaliação voluntária.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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