O governo federal anunciou a prorrogação do programa Desenrola 2.0 por mais um mês, estendendo o prazo para renegociação de dívidas com instituições financeiras até 31 de agosto. A prorrogação posterga o término que estava previsto para 3 de agosto e, segundo o Ministério da Fazenda, deve ampliar o alcance da iniciativa para 10 milhões de pessoas sem gerar impacto fiscal.
Prorrogação e responsabilização
A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conjunto com o Ministério da Fazenda. O ato que oficializa a extensão do programa deverá ser publicado até 31 de julho, conforme informou a pasta.
Alcance e situação atual
O Ministério da Fazenda relata que mais de 9 milhões de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola 2.0. Do total apresentado no balanço do governo, 2,5 milhões quitaram dívidas bancárias à vista, 1,6 milhão firmaram acordos parcelados e 5 milhões tiveram débitos de até R$ 100 perdoados, deixando de constar como negativados. Com a prorrogação, a expectativa é atingir 10 milhões de beneficiados.
Quem pode participar
Podem aderir ao programa pessoas com renda de até cinco salários mínimos — valor atualmente estimado em R$ 8.105 — e cujas dívidas tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026. O Desenrola permite renegociar débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC).
Condições oferecidas
As regras do Desenrola 2.0 permanecem inalteradas com a prorrogação. Entre os benefícios disponíveis estão descontos de até 90% sobre o montante devido, juros limitados a 1,99% ao mês, parcelamento em até 48 vezes e prazo máximo de 35 dias para início do pagamento. Segundo o governo, dívidas mais antigas tendem a receber descontos maiores.
Uso do FGTS
O programa também permite a utilização de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir ou quitar os débitos. O trabalhador poderá autorizar o uso de até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A autorização é feita pelo aplicativo oficial do FGTS; a partir daí, a instituição financeira pode consultar o saldo e formalizar a renegociação.
Impacto fiscal
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a ampliação do prazo não exigirá novos recursos públicos. Segundo a pasta, os recursos já mobilizados são suficientes para cobrir as renegociações adicionais, sem necessidade de aportes extras ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) e sem impacto fiscal.
O governo destaca ainda que a prorrogação pode favorecer quem pretende contratar financiamento para veículos, permitindo a regularização de pendências que impedem a concessão de crédito antes da contratação.
Fonte: Paranaibamais


