Governo registra novo caso de H5 e amplia monitoramento em aves costeiras
O Ministério da Agricultura da Austrália confirmou nesta segunda-feira (22) o segundo registro de infecção pelo vírus H5 de gripe aviária no território continental em menos de uma semana.
O primeiro caso havia sido anunciado no sábado (20), um dia após a detecção do vírus em uma área remota do sudoeste do país. Até 2026, a Austrália era o único continente sem confirmação de H5 no continente principal, embora o vírus tenha sido identificado no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico situado a cerca de 4.100 km da parte continental.
As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o novo caso confirmado nesta segunda. O registro inicial, confirmado no sábado, ocorreu em Esperance, cidade localizada a aproximadamente 570 quilômetros a sudeste de Perth, capital da Austrália Ocidental. O governo informou que a ave infectada pela cepa altamente patogênica foi encontrada doente na região.
Além do primeiro animal identificado, outra ave localizada na mesma área — um petrel-gigante — também apresentou resultado positivo para o vírus. Na sexta-feira, as autoridades já haviam relatado que um mandrião-marrom migratório encontrado no Parque Nacional Cape Le Grand, na Austrália Ocidental, testou positivo enquanto os exames finais eram aguardados.
O Ministério destacou que, até o momento, o vírus não foi detectado em granjas ou no sistema agropecuário do país, conforme informou a ministra da Agricultura, Julie Collins. Embora infecções humanas continuem sendo pouco frequentes, a influenza aviária altamente patogênica motivou, nos últimos anos, o abate de centenas de milhões de aves em várias regiões do mundo, com impacto no abastecimento de alimentos e aumento de preços.
Para enfrentar o surto, as autoridades australianas intensificaram medidas de biossegurança nas propriedades rurais, ampliaram a testagem de aves costeiras, adotaram vacinação para espécies consideradas vulneráveis e realizaram simulações para aprimorar a resposta a possíveis surtos.
A notícia segue sem novos detalhes públicos sobre as circunstâncias do segundo caso enquanto as investigações e monitoramento prosseguem.
Fonte: G1


