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terça-feira, junho 23, 2026

Banco Central reconhece inflação acima da

Quem: Banco Central do Brasil (BC) e o Comitê de Política Monetária (Copom).

O que: O BC admitiu que as projeções de inflação para os próximos anos pioraram, mas decidiu não interromper a redução da taxa Selic na reunião da semana passada, quando o juro básico passou de 14,50% para 14,25% ao ano — o terceiro corte consecutivo.

Quando e onde: Informação divulgada nesta terça-feira (23) na ata da última reunião do Copom.

Como: Na ata, o Comitê afirmou que, diante de variações de preços originadas por choques de oferta, as “melhores práticas” da política monetária recomendam não reagir integralmente. O BC citou como exemplos recentes o conflito no Oriente Médio, que elevou preços do petróleo e dos combustíveis globalmente, e os efeitos esperados do fenômeno climático El Niño.

Por que: O banco argumentou que responder de forma plena a choques de oferta pode ser inadequado e que trajetórias de Selic menos divergentes das previstas no Boletim Focus ajudam a evitar volatilidade excessiva nos preços dos ativos e em agregados macroeconômicos — movimentos que poderiam prejudicar a convergência da inflação à meta.

O BC registrou na ata que as incertezas incluem tanto a dimensão dos choques já ocorridos, como a guerra no Oriente Médio, quanto a possibilidade de impactos futuros ainda não materializados, como os relacionados ao El Niño. Em suas simulações, o Comitê considerou que cenários alternativos que garantam a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com uma desaceleração mais suave das variações dos agregados macroeconômicos.

O documento também aponta que, nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência no horizonte relevante implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir desse horizonte estariam abaixo da meta.

O BC recordou que, desde o início de 2025, com o sistema de metas contínuas, a meta central de inflação foi fixada em 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A instituição enfatizou que sua decisão sobre juros se baseia em projeções futuras de inflação — e não apenas na variação recente dos preços — devido ao atraso de seis a 18 meses para que alterações na Selic tenham efeito pleno na economia.

Para 2027, a projeção do BC é de inflação de 3,7%; por sua vez, o mercado financeiro estimou na semana passada um IPCA de 4,15% para o próximo ano.

O Boletim Focus, mencionado pelo BC, reúne expectativas do mercado sobre a economia e, segundo a ata, apresentava trajetórias com combinações de pausas e retomadas do ciclo de calibragem, que resultaram em flutuações menores do produto e convergência da inflação para a meta no primeiro trimestre de 2028.

O corte da Selic nas duas últimas reuniões ocorreu em ano eleitoral, conforme registrado pelo banco.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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