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quarta-feira, junho 24, 2026

Como a posição do Brasil no grupo C define possíveis adversários nas fases eliminatórias da Copa do Mundo de 2026

TRANSMISSÃO: Record

Quem o Brasil pode enfrentar dependendo da classificação no grupo C

Com o torneio ampliado para 48 seleções, a passagem à fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026 envolve combinações mais complexas do que nas edições anteriores. Ao fim da fase de grupos, 32 seleções avançam para a etapa eliminatória, e o adversário do Brasil varia conforme a posição da equipe no grupo C.

Se a seleção brasileira terminar em terceiro lugar no grupo C, os possíveis adversários são os vencedores de três grupos distintos, segundo as tabelas previstas no regulamento:

  • Vencedor do Grupo A — México, África do Sul, Coreia do Sul ou Tchéquia;
  • Vencedor do Grupo E — Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim ou Equador;
  • Vencedor do Grupo I — França, Noruega, Senegal ou Iraque.

Já se o Brasil ficar em primeiro ou segundo no grupo C, o adversário será obrigatoriamente uma equipe do grupo F. As seleções desse grupo são Holanda, Suécia, Japão — a Tunísia já foi eliminada matematicamente. A determinação é fixa pelo regulamento:

  • Brasil em 1º no grupo C: enfrentará o 2º colocado do grupo F;
  • Brasil em 2º no grupo C: enfrentará o 1º colocado do grupo F.

Como funcionam as vagas dos terceiros colocados

Além dos primeiros e segundos colocados de cada grupo, a repescagem reúne os 12 terceiros colocados. Somente 8 entre esses 12 avançam à nova fase dos “16 avos de final”; as quatro piores campanhas são eliminadas. A classificação dos terceiros é feita por critérios de desempenho — vitórias, empates, saldo de gols, entre outros — e, depois, a Fifa usa apenas a origem dos grupos para definir confrontos, não a ordem dentro do ranking dos terceiros.

Para determinar os cruzamentos envolvendo esses terceiros classificados, a Fifa já definiu 495 combinações possíveis no regulamento. Esse número foi obtido por cálculos de análise combinatória (combinações), procedimento explicado com a ajuda de especialistas consultados pela reportagem.

O g1 mencionou exemplos práticos: em uma hipótese em que os oito terceiros avançantes fossem A, B, C, E, F, G, H e J, a tabela prevê confrontos como 1A vs 3H e 1B vs 3G, entre outros. Em outro cenário (C, D, F, H, I, J, K e L classificados), a lista muda — por exemplo, 1A vs 3C e 1B vs 3J — mostrando que o 3º colocado do grupo C poderia pegar grupos diferentes conforme quem mais se classificou.

O regulamento também estabelece confrontos fixos envolvendo apenas primeiros e segundos colocados (Artigo 12.6), como 2º do Grupo A vs 2º do Grupo B, 1º do Grupo F vs 2º do Grupo C e 1º do Grupo C vs 2º do Grupo F, entre outros confrontos determinados.

A reportagem ouviu especialistas em ensino de matemática e coordenadores de curso para explicar os cálculos e o uso de fatorial nas fórmulas que contabilizam as possibilidades, mas as tabelas com as 495 configurações já estão prontas no regulamento da competição.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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