23.2 C
Uberlândia
terça-feira, junho 30, 2026

Dinheiro é a principal preocupação de brasileiros em pesquisa da Onze e Icatu, diz levantamento

Pesquisa aponta dinheiro como maior fonte de preocupação entre entrevistados

Uma sondagem realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros e cedida ao G1 mostra que 42% dos participantes indicam o dinheiro como sua principal preocupação, percentual que supera saúde (22%), família (15%), violência (10%), política (6%) e trabalho (5%).

O levantamento foi aplicado entre 26 de maio e 1º de junho e ouviu 8.391 pessoas de perfis variados: trabalhadores com carteira assinada (CLT), microempreendedores individuais (MEI), desempregados, empresários, aposentados e servidores públicos.

Os dados revelam frágil organização financeira e impacto emocional. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados não possuem reserva de emergência — marca que se mantém pelo quarto ano consecutivo — e 15% afirmam não ter reserva e ainda estarem endividados. Além disso, 53% dizem que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados e/ou com o nome negativado.

O temor mais citado é a falta de dinheiro para lidar com emergências, como problemas de saúde ou auxílio a familiares, apontado por 58% dos entrevistados. Outros receios frequentes foram dificuldade para pagar as contas do mês (33%), garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e quitar dívidas ou limpar o nome (22%).

Sobre os tipos de dívida, cerca de 60% mencionaram o cartão de crédito (parcelado ou fatura em aberto) como principal responsável, seguidos por empréstimo pessoal (30%) e crédito consignado, incluindo o Crédito do Trabalhador (26%). A principal razão para recorrer ao crédito foi cobrir gastos mensais, como alimentação e contas básicas (45%). Emergências inesperadas motivaram 23% a buscar crédito, e 13% disseram usar empréstimos para renegociar dívidas ou limpar o nome.

O estudo também mostra que 78% dos entrevistados possuem ao menos um dependente total ou parcial da própria renda. Em termos de educação financeira, 53% relataram que conversavam ou conversam raramente sobre dinheiro em casa, 63% não têm proteção financeira para situações como morte ou invalidez e 89% nunca buscaram consultoria especializada para organizar finanças ou sair das dívidas.

Para Antonio Rocha, CEO e cofundador da Onze, o cartão de crédito é o principal vilão por criar a falsa sensação de renda maior, levando à impossibilidade de pagar a fatura no mês seguinte e ao ciclo de juros. Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, atribui parte do endividamento ao ambiente de consumo, com estímulos constantes das redes sociais que dificultam conter gastos.

A instabilidade financeira também afeta a saúde: 72% afirmam que a situação financeira prejudica a saúde mental, emocional e a qualidade de vida, e 9% dizem que isso chega a afetar a saúde física. Entre os sintomas mais comuns estão ansiedade (65%), insônia (53%) e depressão (18%). Cerca de 69% acreditam que seriam mais felizes e produtivos caso atingissem estabilidade financeira por meio de planejamento e organização das dívidas.

Henrique Diniz sugere que empresas incluam discussões sobre saúde financeira no ambiente de trabalho, com RHs levando informação e produtos de proteção para facilitar o planejamento dos funcionários.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também