A adoção da semi-hidroponia tem ampliado a eficiência na produção de tomate no Brasil, segundo relatos do setor. A técnica é apontada como capaz de elevar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e diminuir problemas fitossanitários ligados ao solo.
Felipe Vicentini Santi, especialista em agronegócio, afirma que a semi-hidroponia apresenta resultados significativos em cultivares como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os avanços observados estão maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos estendidos e aumento do rendimento frente aos métodos convencionais.
Nutrição controlada e uso eficiente de recursos
No sistema semi-hidropônico, as plantas são alimentadas por uma solução nutritiva — composta por água e fertilizantes — formulada para suprir de forma precisa as exigências da cultura em cada etapa de desenvolvimento. Esse manejo nutricional contribui para um crescimento mais vigoroso das plantas e para a maximização do potencial produtivo.
Além dos ganhos agronômicos, a técnica favorece a eficiência no uso de recursos naturais, com redução do desperdício de água e de fertilizantes, o que está alinhado com demandas por práticas agrícolas mais sustentáveis.
Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, o tomateiro em sistema semi-hidropônico pode alcançar produtividade de até 12 quilos por planta. O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, permitindo maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, potencial aumento do retorno econômico para o produtor.
Um problema recorrente na tomaticultura convencional é o controle de doenças de solo. A semi-hidroponia reduz esse risco ao empregar substratos adequados, diminuindo as chances de contaminação e as perdas ao longo do ciclo produtivo.
Entre as combinações de substrato testadas, a mistura de areia com casca de arroz carbonizada tem se destacado por garantir maior sanidade e oferecer volume suficiente para o desenvolvimento radicular, favorecendo a eficiência do sistema.
Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e redução de impactos ambientais, a semi-hidroponia tem se consolidado como alternativa estratégica para modernizar a produção de tomate, desde que seja acompanhada de manejo nutricional correto e estratégias de proteção fitossanitária eficientes.
Fonte: Uberlandianofoco


