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domingo, outubro 4, 2026

Mercado do boi gordo trava entre pecuaristas e frigoríficos e arroba recua em praças importantes

O mercado do boi gordo registra baixa liquidez diante de um impasse entre pecuaristas e frigoríficos, com negociações lentas e pressão sobre os preços da arroba nas principais regiões produtoras do Brasil. Produtores resistem em vender nas cotações vigentes, enquanto indústrias trabalham com escalas de abate reduzidas e reajustam suas compras, segundo análises do setor.

O descompasso entre oferta e demanda tem tornado as transações mais escassas. Pecuaristas adotam uma postura de retenção da oferta, mas enfrentam limitações por conta da qualidade das pastagens e do avanço do confinamento. Esses fatores, aliados ao aumento dos custos de produção, tornam financeiramente oneroso manter os animais por mais tempo nas propriedades, reduzindo a margem para segurar lotes indefinidamente.

Impacto da China no mercado do boi gordo

A diminuição das exportações para a China, principal destino da carne bovina brasileira, também pesa sobre o mercado. Com a cota de exportação praticamente esgotada, muitas indústrias registram capacidade ociosa, o que diminui a competitividade na aquisição de bois e contribui para a queda dos preços da arroba.

Na prática, a corrente de fatores levou a recuos recentes em diferentes praças. Em São Paulo, a arroba foi cotada a R$ 330,00, enquanto em Minas Gerais o valor chegou a R$ 310,00. A tendência de baixa reflete um cenário de cautela: frigoríficos fazem compras pontuais e pecuaristas evitam negociar em níveis considerados insatisfatórios.

No atacado, os preços permaneceram estáveis, embora o consumo tenha ficado aquém do esperado. A eliminação precoce da seleção brasileira na Copa do Mundo chegou a influenciar as vendas no varejo, e a carne bovina enfrenta concorrência acirrada de proteínas mais baratas, como a carne de frango.

Apesar das dificuldades no mercado doméstico, as exportações apresentaram desempenho positivo no início de julho. Nos primeiros dias do mês, o Brasil embarcou 45,169 mil toneladas, gerando receita de US$ 288,346 milhões, um avanço relevante em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As perspectivas indicam que a cautela deve prevalecer nas próximas semanas. A evolução das escalas de abate e a dinâmica das exportações, em especial para a China, serão determinantes para a formação dos preços da arroba, enquanto a competitividade da carne bovina frente a outras proteínas continua a pressionar o mercado interno.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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