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domingo, outubro 4, 2026

Milho: mercado registra baixa liquidez com avanço da safrinha e pressão da colheita

O mercado brasileiro de milho apresenta baixa liquidez à medida que a colheita da safrinha avança e amplia a oferta do cereal. Compradores e produtores adotam postura cautelosa, reduzindo o volume de transações em diversas regiões produtoras, diante da expectativa de maior disponibilidade nas próximas semanas.

Avanço da colheita e suas consequências

O principal fator que pressiona o mercado é o avanço da colheita da safrinha. A previsão de tempo seco em várias áreas agrícolas tende a acelerar o trabalho no campo, elevando a oferta de milho. Esse aumento esperado de disponibilidade tem contribuído para acomodar os preços, especialmente onde a colheita está mais adiantada.

Mesmo com a ampliação da oferta, a liquidez permanece reduzida. Muitos compradores estão abastecidos para o curto prazo e efetuam compras apenas para reposição imediata. Por outro lado, produtores têm hesitado em vender, aguardando melhores oportunidades de negociação.

Preços e negociações em diferentes regiões

No mercado físico, as cotações estão estáveis ou em leve queda. Nos portos, os preços variam entre R$ 66,00 e R$ 69,00 por saca em Santos e entre R$ 65,50 e R$ 68,00 por saca em Paranaguá. Em estados como Paraná e São Paulo, as referências oscilam entre R$ 58,00 e R$ 66,50 por saca, conforme a situação local de oferta e de colheita.

O ritmo de colheita apresenta atrasos em alguns pontos. No Paraná, apenas 10% da área foi colhida, enquanto no Mato Grosso do Sul a colheita atingiu 4% da área total. A umidade elevada dos grãos tem limitado o avanço das máquinas e contribuído para a lentidão nos trabalhos em determinadas regiões.

Influências externas e expectativas

O mercado externo também tem impactado as cotações domésticas. Após forte valorização, a Bolsa de Chicago voltou a registrar quedas, influenciada pela melhora nas condições das lavouras nos Estados Unidos. Além disso, a desvalorização do dólar em relação ao real reduz a competitividade das exportações brasileiras, o que pressiona ainda mais os preços internos.

As exportações de milho seguem em ritmo inferior ao observado no ano anterior: houve queda de 38,6% nas primeiras semanas de julho em relação a 2025. Com menores preços relativos e menor competitividade internacional, parte dos produtores tem priorizado a venda de soja enquanto aguardam uma oferta mais robusta de milho.

Com a continuidade da colheita da safrinha e condições climáticas que favorecem a colheita, a tendência é de maior pressão sobre os preços no curto prazo. Entretanto, a volatilidade em Chicago, as variações cambiais e o desempenho das exportações devem seguir influenciando as negociações no Brasil.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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