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sexta-feira, setembro 25, 2026

CNPE reconhece interesse público e permite que Eletronuclear peça suspensão temporária da dívida de Angra 3

Conselho autoriza apresentação de pedido aos bancos públicos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconheceu, em 14 de julho de 2026, o “interesse público” no pedido da Eletronuclear para uma suspensão temporária dos pagamentos da dívida ligada à construção da Usina Termonuclear de Angra 3. A deliberação abre caminho para que a estatal solicite oficialmente às instituições financeiras um alívio temporário no fluxo de caixa, medida conhecida no mercado como “stand still”.

A resolução aprovada pelo CNPE autoriza a Eletronuclear a encaminhar o pedido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF). Cabe a cada um desses bancos analisar a viabilidade de eventual suspensão de pagamentos, segundo seus normativos internos, a legislação aplicável às operações de crédito e as regras para constituição de garantias.

Na prática, a decisão confere respaldo institucional para que a empresa formalize a solicitação, mas não altera contratos de financiamento vigentes nem impõe qualquer obrigação às instituições financeiras. A resolução não determina a paralisação de pagamentos; a concessão do “stand still” dependerá da avaliação técnica e da decisão de cada banco.

Desde dezembro de 2025, a Eletronuclear busca negociar com os bancos públicos a suspensão temporária da cobrança de praticamente R$ 7 bilhões em dívidas relacionadas ao empreendimento, até que o CNPE defina o futuro da usina. A estatal argumenta que a medida é necessária para preservar sua sustentabilidade financeira enquanto se decide sobre o destino de Angra 3.

Em fevereiro deste ano, Alexandre Caporal, então presidente interino da Eletronuclear, afirmou que a empresa corre o risco de seguir caminho semelhante ao da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) caso não ocorra negociação da dívida. Segundo Caporal, a suspensão dos pagamentos é considerada essencial para garantir a saúde financeira da estatal.

A medida já havia sido adotada por seis meses em 2024, quando a suspensão temporária foi concedida. As obras de Angra 3 estão paralisadas há cerca de dez anos. Para 2026, o serviço da dívida relacionado ao empreendimento foi estimado em R$ 800 milhões; somados aos custos de manutenção, os gastos com a usina ultrapassam R$ 1 bilhão por ano.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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