Ministro afirma que empresários e famílias não podem arcar com medidas externas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (15) que um eventual aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos seria “desproporcional” e “injustificado”. Em declaração feita na data, Durigan disse que, caso a medida seja confirmada, o governo federal tomará medidas para resguardar a economia interna e evitar que setores produtivos nacionais arquem com os custos de barreiras comerciais externas.
Ao falar como ministro em exercício, Durigan destacou um princípio que guiará a resposta do governo. “Com relação ao tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar: os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países”, afirmou.
O ministro adotou tom cauteloso ao frisar não haver, até o momento, confirmação oficial sobre a implementação prática das novas taxas por parte dos EUA. Ainda assim, declarou que o governo federal deverá identificar os setores mais afetados para traçar ações de apoio específicas.
Segundo Durigan, a reação brasileira seguirá uma “linha de princípio” similar às medidas anteriores adotadas pelo governo para proteger o mercado doméstico. Ele ressaltou, porém, que qualquer resposta do Brasil a pressões externas terá de observar as metas de controle de gastos públicos.
“Nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos, e nós vamos endereçar sempre protegendo a nossa população”, ponderou o ministro, apontando que as ações serão avaliadas à luz do compromisso fiscal do governo.
Em síntese, Durigan informou que o Executivo monitorará os impactos e mapeará setores vulneráveis antes de definir medidas de suporte, mantendo como parâmetro a proteção de empresários, famílias e produtores nacionais sem descuidar das metas fiscais.


