O mercado de biofertilizantes no Brasil vive uma transformação marcada pela crescente adoção de soluções que combinam tecnologia e práticas ambientalmente responsáveis, com foco em produtividade e eficiência das lavouras. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), entre 2019 e junho de 2026 foram registrados 33 biofertilizantes no país, desenvolvidos por 17 empresas, sinalizando mudança na relação entre agricultores e insumos agrícolas.
Regulamentação e crescimento do setor
A publicação da Instrução Normativa nº 61, em 2020, é apontada como marco regulatório para o segmento, ao estabelecer critérios específicos para o registro desses produtos. Antes da norma, muitos insumos eram classificados de forma imprecisa, o que dificultava a divulgação de seus efeitos e benefícios aos produtores.
Com regras mais claras, o mercado passou a se organizar e houve aceleração nos registros: em 2023, nove novos biofertilizantes foram registrados, refletindo aporte de investimentos e desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas ao setor agrícola.
Os biofertilizantes não substituem os fertilizantes minerais, mas atuam como complementos que ampliam a eficiência no uso de nutrientes. Produzidos a partir de matérias-primas naturais — entre elas aminoácidos e extratos de algas —, esses produtos têm sido associados a ganhos como maior tolerância da planta a estresses ambientais e melhora na fotossíntese.
Desafios e oportunidades no agronegócio
A volatilidade do mercado de fertilizantes e os impactos provocados pela pandemia de Covid-19 impulsionaram a busca por alternativas capazes de elevar a eficiência nutricional das culturas. Nesse contexto, biofertilizantes surgem como ferramentas estratégicas para otimizar a produção.
Especialistas observam, porém, que o setor ainda apresenta potencial de expansão. Diversos produtos compostos por ingredientes naturais permanecem sem um registro específico, o que restringe a forma como podem ser comunicados e utilizados comercialmente.
O movimento atual aponta para uma integração crescente entre fertilizantes convencionais e tecnologias biológicas. Com a adoção ampliada de biofertilizantes, o Brasil pode avançar na direção de uma produção mais sustentável e eficiente, potencialmente assumindo posição de destaque em inovação agrícola.
Fonte: Uberlandianofoco


