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sexta-feira, setembro 25, 2026

Governo prevê efeito limitado de eventuais novas tarifas dos EUA sobre o Brasil

Brasília — O Ministério da Fazenda estima que o impacto macroeconômico de eventuais novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros será reduzido, caso as medidas propostas pelo governo americano avancem. A potencial aplicação de taxas está vinculada a uma investigação conduzida com base na chamada Seção 301.

Em 1º de junho, os Estados Unidos concluíram investigação apontando que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os americanos, citando exemplos como desmatamento ilegal, pirataria e PIX. A partir desse relatório, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) sugeriu a imposição de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

Segundo análise da Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgada no “Boletim MacroFiscal”, as exportações do país demonstraram resiliência após o chamado “tarifaço” de agosto do ano passado, com recuperação gradual iniciada em novembro. A pasta destaca que, em 2025, o mercado americano representou cerca de 11% das exportações brasileiras, correspondente a menos de 2% do PIB antes do choque. Parte das perdas, afirma a análise, foi compensada pelo redirecionamento de vendas para outros destinos, o que limita o efeito direto sobre a atividade econômica.

O documento da Fazenda também observa que as propostas de tarifas incluem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o efeito agregado modesto caso as medidas sejam implementadas. Além disso, a pasta lembra que, no ano passado, foram adotadas ações de apoio aos setores mais expostos, com medidas voltadas a crédito, liquidez e diversificação de mercados, destinadas a mitigar os impactos setoriais remanescentes.

Em paralelo, a SPE ressalta que o cenário externo segue marcado por elevada incerteza em razão do conflito entre Estados Unidos e Irã. A trégua entre as partes chegou a reduzir o prêmio de risco sobre a oferta de petróleo e permitiu recuo momentâneo do preço do barril Brent, aproximando-o dos níveis observados antes do início do conflito no começo de março.

Por outro lado, a interrupção do cessar-fogo na semana passada elevou novamente o prêmio de risco e os preços do petróleo. A Secretaria informa que a nova escalada do conflito não foi incorporada à análise e representa um risco altista para os preços de energia e baixista para a atividade econômica mundial.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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