15 de julho de 2026 — Muitas pessoas convivem com dores na coluna, no pescoço, nos joelhos ou com incômodo após cirurgias, mas só buscam atendimento especializado quando o problema já interfere no trabalho, no sono, no lazer e nas relações pessoais.
O médico da dor Dr. Francisco Morato afirma que esse atraso no encaminhamento é frequente e compromete a qualidade de vida. Segundo ele, quando a dor começa a “tomar conta” da rotina, é sinal de que o momento ideal para procurar ajuda provavelmente já passou. Nessa fase, a dor deixa de ser apenas um sintoma e passa a influenciar decisões, humor e a maneira como a pessoa lida com o cotidiano.
Na prática clínica, pacientes costumam concentrar-se na sensação dolorosa, mas nem sempre percebem que o impacto maior está nas atividades que deixaram de realizar: caminhar, dormir adequadamente, viajar, praticar exercícios ou conviver sem limitações. Para muitos, a dimensão do problema só fica clara quando entendem quanto sua vida foi reduzida ao longo do tempo pela dor.
Apesar de ser reconhecida como especialidade médica, a Medicina da Dor ainda é pouco difundida entre a população. Como consequência, muitas pessoas passam por diversas consultas, exames e tratamentos antes de encontrar o profissional indicado. Dr. Francisco Morato observa que, em geral, os pacientes chegam ao consultório depois do momento ideal e que só os que já conhecem a especialidade ou foram encaminhados precocemente fogem a essa regra.
Entre os sinais de alerta que justificam procurar um médico da dor estão dores persistentes após terapias convencionais, desconfortos que retornam com frequência e a necessidade de limitar atividades rotineiras. Conforme o especialista, evitar exercícios, desistir de viagens ou reorganizar a vida em função da dor indica que há repercussões que vão além do quadro físico.
Um perfil que costuma adiar a busca por tratamento é o de pessoas que priorizam família e trabalho em detrimento da própria saúde. Essas pessoas tendem a acostumar-se às limitações e a adaptar progressivamente a rotina, reduzindo autonomia sem perceber.
Além do prejuízo físico, a dor prolongada pode causar alterações de humor, irritabilidade, insegurança, isolamento social e perda de autonomia. A Medicina da Dor atua no diagnóstico e no tratamento de dores musculoesqueléticas, neuropáticas, pós-operatórias e crônicas, com abordagens individualizadas que incluem medicamentos, mudanças no estilo de vida, reabilitação e procedimentos minimamente invasivos.
Segundo Dr. Francisco Morato, o objetivo do tratamento vai além do controle da intensidade da dor: é recuperar movimento, independência e qualidade de vida para que o paciente retome atividades consideradas importantes.
Fonte: Revistasoberana


