Rede social X alcança duas décadas desde lançamento público
A rede social X, anteriormente chamada Twitter, completa 20 anos desde seu lançamento ao público em 15/07/2006. Criada originalmente para permitir que pessoas compartilhassem mensagens curtas sobre o que estavam fazendo, a plataforma evoluiu ao longo do tempo e passou por transformações significativas em recursos, audiência e direção administrativa.
O primeiro registro público ligado ao serviço foi feito por Jack Dorsey em 21 de março de 2006, durante a fase de testes. Esse primeiro “tuíte” se tornou um ativo notório na história da internet e foi vendido em 2021 como NFT por pouco mais de US$ 2,9 milhões (aproximadamente R$ 14,7 milhões, segundo a cotação citada na reportagem).
Ao longo dos anos, a plataforma incorporou suporte a vídeos, transmissões ao vivo e comunidades, tornando-se um meio direto de contato entre artistas, atletas, políticos e seus públicos. A ferramenta também serviu como canal para anúncios de amplo alcance — entre eles, tuítes que confirmaram a morte do ator Chadwick Boseman, em 2020 — e ajudou a difundir memes e fenômenos virais, como a famosa selfie do Oscar de 2014 compartilhada pela apresentadora Ellen DeGeneres.
No ranking de perfis, a conta de Elon Musk figura como a mais seguida, com 240 milhões de seguidores, marca alcançada após a aquisição da empresa. Por muito tempo o perfil mais popular foi o do ex-presidente americano Barack Obama, com 119 milhões de seguidores. No Brasil, o mais seguido citado é o do jogador Neymar Jr., com 63 milhões de seguidores.
Aquisição por Elon Musk e rebatismo
O processo de mudança de comando começou em 2022, quando Elon Musk anunciou, em abril, uma oferta para comprar a companhia por cerca de US$ 44 bilhões. Depois de um período de negociações e incertezas, o acordo foi finalizado em outubro de 2022. Após assumir, Musk promoveu demissões em massa, alterações na liderança e mudanças nas políticas da plataforma.
Em julho de 2023, a marca Twitter foi substituída por X, com a substituição do pássaro azul pela letra que passou a identificar o serviço e a empresa. A reformulação integrava a ambição do novo proprietário de transformar a plataforma em um aplicativo com múltiplos serviços, acompanhada de novas modalidades de verificação, produtos pagos e ajustes nas ferramentas para desenvolvedores.
Relação com o Brasil
A relação entre a plataforma e autoridades brasileiras se tornou tensa em 2024. Em agosto daquele ano, a empresa anunciou o fechamento do escritório no país, afirmando que a representante legal havia sido ameaçada de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, caso não cumprisse decisões judiciais. O ministro, então, determinou a indicação de um novo representante legal, ordem que não foi atendida, o que resultou na suspensão temporária do serviço em todo o território nacional. A suspensão foi revertida cerca de 40 dias depois. Paralelamente às mudanças de comando, a plataforma enfrentou críticas sobre moderação de conteúdo e combate à desinformação, e parte dos usuários migrou para serviços concorrentes, como Bluesky e Threads.
Fonte: G1


