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sexta-feira, setembro 25, 2026

Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro após anúncio de tarifa adicional dos EUA sobre produtos brasileiros

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta quinta-feira (16) a condução do governo federal e a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) após o anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, divulgado na quarta (15) pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A cobrança extra passa a vigorar em 22 de julho, segundo o órgão americano, que publicou uma lista com exceções.

O USTR informou que a medida decorre de uma investigação comercial que durou um ano, amparada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado pelos EUA para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais. O anúncio prevê ainda que, somadas outras sobretaxas em análise, a tributação poderia alcançar até 37,5% para determinados produtos.

Nas redes sociais, Caiado afirmou que a elevação das tarifas ameaça a competitividade da indústria, do agronegócio e de serviços digitais brasileiros e que setores inteiros podem ser prejudicados, com efeitos sobre empregos e produtores. O político também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de falta de capacidade de diálogo e disse que Flávio Bolsonaro estaria mais preocupado com o calendário eleitoral do que com a questão econômica.

Ataques ao agronegócio e pedido de reciprocidade

Em outra publicação na quarta-feira, Caiado reagiu com críticas mais duras a Flávio Bolsonaro, ao mencionar que o senador pediu, durante audiência pública nos Estados Unidos, o adiamento do tarifaço até depois das eleições, em vez do cancelamento. O ex-governador avaliou que a resposta do governo tem sido apenas “cuidados paliativos” e citou outras barreiras comerciais contra produtos brasileiros: a China aplica 55% de tarifa sobre carne, a União Europeia teria vetado a carne brasileira e agora os EUA impõem 25%.

Caiado defendeu a adoção da chamada Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às medidas externas e afirmou que o Brasil não deve negociar em posição de submissão, ressaltando a importância do país como fornecedor de alimentos, energia limpa e minerais estratégicos.

Reações internacionais e posicionamento do governo

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou as políticas brasileiras e acusou o presidente Lula de priorizar o próprio ego em detrimento de um acordo, afirmando que as tarifas seriam consequência dessa postura. Rubio mantém trânsito com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, segundo registros, recebeu os filhos de Bolsonaro nos EUA no mês passado.

O governo brasileiro, por sua vez, classificou a decisão do USTR como um “marco lastimável” na relação bilateral e declarou que vai recorrer à lei da reciprocidade. Em nota, a administração afirmou ter apresentado evidências ao USTR ao longo do último ano que, na visão brasileira, refutariam as alegações de práticas comerciais desleais, e repudiou críticas referentes ao PIX, à regulação de plataformas digitais e às acusações sobre desmatamento.

Uma autoridade do USTR, em entrevista coletiva após a divulgação da medida, rejeitou a interpretação de que a sobretaxa teria motivação política, afirmando que a decisão decorre da investigação técnica conduzida pelo órgão.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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