O Acordo Mercosul-União Europeia deve ampliar o acesso de produtos cearenses ao mercado europeu, identificado como uma das principais oportunidades para fortalecer o agronegócio e a indústria do Estado. Segundo levantamento apresentado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), foram mapeadas 303 oportunidades comerciais voltadas a empresas do Ceará.
O levantamento foi exibido durante a quarta edição do Conexões Produtivas, realizada em Fortaleza. A ApexBrasil utilizou um painel interativo para apontar os segmentos com maior potencial de exportação, entre eles agronegócio, alimentos, calçados e máquinas.
Agronegócio cearense em destaque
Entre os produtos com maior perspectiva de crescimento estão a castanha de caju, frutas frescas e calçados. A expectativa é de que a redução de barreiras comerciais favoreça essas cadeias produtivas e aumente as vendas externas de empresas de diferentes portes.
O mercado europeu reúne aproximadamente 720 milhões de consumidores e apresenta um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões, o que torna a abertura comercial relevante para exportadores brasileiros com potencial de internacionalização.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que o Brasil já exporta entre US$ 47 bilhões e US$ 50 bilhões por ano para a União Europeia e que o novo acordo cria margem para ampliação dessas vendas, beneficiando tanto grandes quanto pequenos empreendedores.
Investimentos e infraestrutura no Ceará
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou as vantagens competitivas do Estado, apontando o Complexo Industrial e Portuário do Pecém como polo estratégico em expansão. O complexo vem recebendo investimentos em áreas como hidrogênio verde e logística.
Os projetos em andamento no Pecém têm potencial para gerar cerca de 80 mil empregos diretos e indiretos, segundo as estimativas apresentadas, o que deve ampliar a capacidade exportadora do Ceará e fortalecer sua base industrial.
Com a combinação de melhorias na infraestrutura portuária e oportunidades abertas pelo acordo com a União Europeia, autoridades e representantes do setor afirmam que o Estado poderá ampliar sua participação nas vendas externas nos próximos anos. A iniciativa Conexões Produtivas segue em roteiro nacional para preparar empresas a aproveitar as novas possibilidades de mercado.


