Uma imagem de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói (RJ). Foto: Pilar Olivares / Reuters.
Os preços do petróleo registraram alta na sexta-feira, 17 de julho de 2026, e avançavam rumo ao maior ganho semanal desde abril. Por volta das 11h, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,86%, cotado a US$ 86,64, acumulando mais de 13% de valorização na semana até aquele momento — a maior alta semanal desde os 16,5% registrados na semana encerrada em 24 de abril.
O contrato West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, acompanhava a tendência e teve valorização de 3,15%, para US$ 81,44 por barril, acumulando ganho de 12,4% na semana até então.
O avanço nos preços é atribuído a temores relacionados ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. O canal foi bloqueado pelo Irã em retaliação a ataques recentes realizados pelos Estados Unidos, segundo relatos sobre o episódio.
Em meio às tensões, o presidente americano, Donald Trump, retomou o bloqueio a embarcações iranianas no estreito. Trump chegou a considerar a aplicação de um pedágio de 20% sobre produtos de navios que transitassem pelo canal, mas posteriormente recuou, afirmando que substituiria a cobrança por acordos comerciais e de investimento com “vários países” do Golfo Pérsico.
A escalada do conflito reacendeu preocupações sobre possíveis efeitos na oferta global de petróleo em um cenário de estoques reduzidos e demanda elevada pela commodity. Analistas e agentes do mercado têm monitorado o potencial de interrupções no fluxo de embarcações que trafegam pela região, dado o impacto direto sobre a disponibilidade de suprimento.
Entre os riscos apontados está a continuidade da alta dos preços dos combustíveis, o que poderia pressionar a inflação global. Há também apreensão sobre reflexos dessa dinâmica nos juros e na atividade econômica de diversos países, caso os custos energéticos permaneçam em elevação.
O desenrolar das medidas adotadas pelas partes envolvidas e o estado do tráfego no Estreito de Ormuz devem influenciar a evolução dos preços nos próximos dias.
Fonte: G1


