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sexta-feira, setembro 25, 2026

CNA diz que tarifa adicional dos EUA deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro

CNA estima impacto de 36,5% nas exportações do agronegócio para os EUA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que cerca de 36,5% do valor das exportações do setor agropecuário brasileiro para os Estados Unidos ficará sujeito à tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo americano, medida prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22).

Segundo a entidade, a inclusão de novos produtos em uma lista de exceções reduziu o alcance da cobrança, mas não eliminou o efeito sobre parte das vendas dirigidas ao mercado norte-americano. A CNA manifestou preocupação com o desfecho da investigação conduzida pelos EUA e ressaltou que parte significativa das exportações continuará a ser tributada.

Com a ampliação das isenções, a confederação calcula que 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos Estados Unidos ficará fora da tarifa adicional. Entre os itens retirados da lista de tributação estão pescados, mel e café solúvel, segundo a CNA.

A entidade atribuiu a ampliação das exceções à atuação conjunta de representantes do setor privado junto às autoridades americanas. A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que a confederação participou do processo, apresentando estudos técnicos, participando de consultas públicas e de audiências em Washington, com o objetivo de demonstrar que a competitividade do agro brasileiro decorre de produtividade, inovação e investimentos, e não de práticas comerciais desleais.

Apesar das exceções, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar permanecerão sujeitos à tarifa adicional de 25%. A CNA informou que esses itens representaram aproximadamente US$ 4,6 bilhões em exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2025.

As autoridades americanas justificaram a ampliação da lista de isenções alegando que alguns produtos são importantes para a indústria dos EUA, apresentam oferta interna insuficiente ou poderiam afetar setores considerados estratégicos da economia norte-americana caso fossem taxados.

A CNA declarou que continuará acompanhando o caso e buscando alternativas para mitigar os efeitos da medida sobre as cadeias produtivas afetadas, mantendo interlocução com autoridades para preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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