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sexta-feira, setembro 25, 2026

Petróleo salta e alcança maior cotação desde junho com tensão no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo subiram neste domingo (19) e atingiram o nível mais alto desde junho, impulsionados por preocupações com o tráfego no Estreito de Ormuz. Na abertura dos mercados, o barril do tipo Brent superou US$ 90, equivalente a cerca de R$ 460,53.

Na sexta-feira (17), o Brent avançou 2,86% e chegou a ser negociado a US$ 86,64, acumulando mais de 13% de ganhos na semana até então. Esse desempenho apontava para a maior alta semanal desde o período encerrado em 24 de abril, quando a commodity subiu 16,5% no intervalo de sete dias.

O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrou alta de 3,15%, sendo cotado a US$ 81,44 por barril. Na semana, o contrato acumulava ganhos de 12,4% até sexta-feira.

Em meio à escalada, o presidente americano, Donald Trump, retomou restrições a embarcações iranianas que transitem pelo estreito. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) informou neste domingo a realização de uma nova rodada de ataques contra o Irã, pelo nono dia consecutivo, após a morte de três militares americanos no conflito nos últimos dias.

No domingo, dois petroleiros explodiram enquanto cruzavam o canal, e a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que dois navios tiveram um “acidente” e outros dois optaram por não seguir pela rota. O jornal The New York Times publicou que os Estados Unidos começaram a enviar mais aviões de guerra para o Oriente Médio, sinalizando possibilidade de intensificação do conflito.

As ações militares e os episódios envolvendo embarcações ocorrem após relatos do Centcom de que dois militares americanos morreram em um ataque iraniano a uma base dos EUA na Jordânia — mortes que teriam ocorrido na sexta-feira (17) — e que um terceiro militar morreu no sábado (18) no norte do Iraque durante a detonação controlada de uma munição não explodida.

A escalada das hostilidades reacendeu temores sobre possíveis impactos na oferta global de petróleo, num cenário de estoques reduzidos e demanda elevada. Investidores temem que o aumento dos preços do petróleo pressione os valores dos combustíveis, influenciando a inflação global e, por consequência, taxas de juros e crescimento econômico em vários países.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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