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terça-feira, julho 28, 2026

Livros infantis de Emicida e Esther Duflo abordam pobreza e desigualdade

Novas obras para crianças tratam de pobreza e soluções coletivas

Duas publicações infanto-juvenis lançadas pela editora Companhia das Letrinhas tratam de pobreza e desigualdade social e propõem reflexões sobre possíveis soluções. Volta por cima e Conta comigo foram elaboradas com a participação do cantor Emicida e da economista Esther Duflo, que assina a obra como coautora e contribuiu com a abordagem dos temas.

Quem: Emicida, cantor paulistano, assina a introdução e atua como guia de leitura nas obras; Esther Duflo, economista do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e laureada com o Nobel de Economia em 2019 aos 46 anos, colaborou na construção das narrativas. Os prêmios de Duflo foram compartilhados com os economistas Abhijit Banerjee (seu marido) e Michael Kremer.

O que: As obras apresentam as trajetórias de personagens infanto-juvenis — Imeuni, Tsongai e Bibir — que vivem em locais fictícios, mas que poderiam se situar na África, na Ásia ou na América do Sul. Por meio dessas histórias, os livros exploram temas como empreendedorismo, economia local, inovação, microcrédito, solidariedade, comunidade, violência doméstica, etarismo e preconceito.

Como: Volta por cima acompanha uma jovem em busca de trabalho, mostrando tentativas, fracassos e novas tentativas até encontrar caminhos profissionais. Conta comigo enfatiza valores coletivos e aborda problemas sociais que afetam famílias e comunidades. Emicida conduz a leitura com comentários que conectam as histórias a experiências pessoais e convidam à reflexão.

As ilustrações, coloridas e de caráter atraente para o público jovem, foram produzidas pela ilustradora francesa Cheyenne Olivier, que se inspirou no universo visual de gráficos econômicos para compor as imagens e aumentar a curiosidade dos leitores.

Contexto e mensagens: Duflo, cuja trajetória acadêmica incluiu experimentos de avaliação de políticas em países como Índia e Quênia, usa as obras para desconstruir estereótipos sobre a pobreza. Entre os apontamentos presentes nos livros e em seções explicativas para adultos, está a ideia de que “nem todas as pessoas pobres sonham em ser Bill Gates”, frase incluída ao final de Volta por cima. Em textos complementares, Duflo orienta como adultos podem ajudar jovens a pensar em opções profissionais realistas, indicando que ter o próprio negócio não é necessariamente a melhor alternativa para todos.

As obras são indicadas para leitores a partir dos 9 anos. Segundo Duflo, crianças conseguem compreender temas complexos e a expectativa é de que esses livros contribuam para formar adultos mais empáticos e otimistas no futuro.

Emicida já havia participado de publicações infantis anteriores com Amoras (2018) e E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas (2020), também pela Companhia das Letrinhas.

Fonte: G1 – Como falar sobre pobreza e desigualdade com as crianças

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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