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quarta-feira, julho 29, 2026

Criação de empregos formais no 1º semestre cai 25% e tem pior resultado para o período desde 2020

Geração de vagas formais registra queda significativa no primeiro semestre

O Brasil registrou a criação de 921,64 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e do Emprego. O número representa retração de 25% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. Trata-se do pior desempenho para os seis primeiros meses do ano desde 2020, quando ocorreu fechamento expressivo de vagas em meio à pandemia da Covid-19.

Ao fim de junho de 2026, o estoque de empregos com carteira assinada alcançou 48,03 milhões, acima dos 47,88 milhões registrados em maio de 2026 e dos 47,07 milhões de junho de 2025.

Juros elevados e impacto no mercado de trabalho

A desaceleração na criação de postos formais ocorre num cenário de juros básicos elevados. A taxa Selic está em 14,25% ao ano. Em termos reais — descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses — essa é a maior taxa entre 40 países avaliados pela consultoria MoneYou. O Banco Central, ao justificar a manutenção de juros em patamar elevado, afirma que busca reduzir a atividade econômica para controlar a inflação e afirma acompanhar de perto o mercado de trabalho.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o banco observou que a taxa de desemprego tem se mantido em níveis historicamente baixos, enquanto os rendimentos reais médios seguem em tendência de alta acima do crescimento da produtividade do trabalho. O BC disse estar atento à análise das dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho para entender a transmissão desses padrões aos rendimentos e, por fim, aos preços.

Dados de junho

Somente em junho de 2026 foram criados 145,16 mil empregos formais. No mês, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou 2,22 milhões de contratações e 2,07 milhões de demissões. O resultado representa queda de 10,4% frente a junho de 2025, quando houve abertura de cerca de 162 mil vagas. Esse também foi o pior junho desde 2020.

Para o mês de janeiro, o Caged aponta os seguintes saldos: 2020: 53,38 mil vagas fechadas; 2021: 318,2 mil empregos criados; 2022: 285,26 mil vagas abertas; 2023: 155,81 mil vagas abertas; 2024: 206,6 mil empregos criados; 2025: 162 mil vagas abertas.

Os dados de junho mostram criação de vagas nos cinco setores da economia e em todas as cinco regiões do país.

Salário médio de admissão e comparações metodológicas

O salário médio de admissão em junho de 2026 foi de R$ 2.404,34, valor que representa alta real em relação a maio de 2026 (R$ 2.387,44) e a junho de 2025 (R$ 2.376,95).

O Caged contabiliza apenas trabalhadores com carteira assinada, excluindo o mercado informal, e por isso seus resultados não são diretamente comparáveis com os dados de desemprego do IBGE, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio, a menor taxa histórica para esse período.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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