Cerrado Mineiro registra novo patamar de exportações na safra 2025/2026
A Região do Cerrado Mineiro — que compreende o Triângulo Mineiro, o Alto Paranaíba e o Noroeste de Minas — exportou 419,9 mil sacas de café de 60 quilos na safra 2025/2026, segundo dados divulgados pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O volume consolida a importância da área como polo produtor dentro da cafeicultura brasileira.
Atualmente, cerca de 4.500 produtores atuam na região, distribuídos por 55 municípios. O total embarcado na safra 2025/2026 manteve-se praticamente estável em relação ao ciclo anterior, depois do salto registrado em 2024/2025, quando o volume de sacas certificadas passou a girar em torno de 420 mil — um avanço frente aos ciclos anteriores, que registravam certificação próxima de 150 mil sacas por ano.
O diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, atribuiu o avanço à confiança de produtores e cooperativas no sistema de certificação, ressaltando que o reconhecimento da origem tem se transformado em diferencial competitivo para os cafés da região.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais é responsável por cerca de 50% da produção de café do Brasil. No estado, a maior parte das lavouras é de café Arábica, cultivado nas regiões do Sul de Minas, Cerrado de Minas, Chapada de Minas e Matas de Minas. As exportações partem sobretudo pelos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória.
Na safra recente, os cafés do Cerrado Mineiro foram comercializados em 27 mercados internacionais, tendo a Europa como principal destino, absorvendo 68,5% das exportações. Para 2026/2027, a Federação estabeleceu a meta de certificar 600 mil sacas, o que representa um aumento de 42,9% em relação ao ciclo anterior.
Em fevereiro de 2026, a Conab projetou crescimento de 46,5% na produção das regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, sustentado pela bienalidade positiva do cafeeiro e por chuvas regulares. Em nível nacional, o Brasil exportou cerca de 50,4 milhões de sacas em 2024, das quais 61% tiveram origem em Minas Gerais.
Fonte: Uberlandianofoco


