Varejista busca reorganização financeira e seguirá em operação
O Grupo Casas Bahia informou na noite do domingo (6) que ingressou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida envolve diversas empresas vinculadas ao grupo e tem como objetivo reestruturar as finanças e renegociar dívidas, mantendo as atividades comerciais em funcionamento.
Segundo o comunicado da companhia, a solicitação foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador e foi protocolada no Foro Central Cível de São Paulo, tribunal especializado em falências e recuperações judiciais. No pedido constam empresas do grupo, entre elas a Bartira, fabricante de móveis, além de unidades ligadas à logística, à tecnologia e ao comércio eletrônico.
A direção da Casas Bahia atribuiu a decisão à piora do ambiente econômico, citando juros elevados, restrição ao crédito, elevação dos custos financeiros e queda no consumo como fatores que reduziram a liquidez disponível. A empresa afirmou que, diante desse contexto, o pedido de recuperação judicial é necessário para viabilizar a reestruturação e organizar o pagamento das obrigações, preservando a continuidade das operações.
O grupo também informou que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação, o que contribuiu para a adoção da medida. Apesar do protocolo do pedido em caráter de urgência, a companhia destacou a intenção de manter abertas as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda, com o objetivo de minimizar impactos aos consumidores.
Como procedimento adicional, os acionistas precisam analisar e ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária, que será convocada pela própria empresa. A iniciativa busca, segundo a empresa, proteger a geração de valor no futuro e possibilitar uma solução ordenada para o equacionamento das dívidas.
A manutenção do funcionamento das unidades e canais de venda foi ressaltada pela direção como prioridade enquanto tramita o processo judicial.
Fonte: G1


