A rede Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial neste domingo (16), informando que enfrenta dificuldades financeiras que resultaram em um endividamento de R$ 17,3 bilhões. A empresa afirmou que manterá as lojas e os demais canais de venda enquanto busca reorganizar suas obrigações com credores.
Quem e o que
Quem: Casas Bahia e o acionista controlador, com aprovação do Conselho de Administração.
O que: pedido de recuperação judicial que inclui também outras nove empresas do grupo.
Quando e onde
O pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
Por que
A companhia atribuiu a decisão a um cenário de restrição de liquidez e à deterioração das condições financeiras, citando juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro. A empresa informou ainda que alternativas de liquidez em negociação não se concretizaram.
Quais empresas foram incluídas
Além da própria Casas Bahia, o pedido abrange as seguintes empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
A lista evidencia que a reestruturação envolve áreas como logística, comércio eletrônico, tecnologia e fabricação de móveis.
Como funciona a recuperação judicial
A recuperação judicial é um instrumento legal para empresas em dificuldade financeira apresentarem à Justiça um plano de reestruturação das dívidas, com objetivo de manter as atividades e buscar equilíbrio financeiro. O processo não equivale à falência, que se refere à liquidação dos ativos para pagamento de credores.
O que muda para operações, credores e próximos passos
A companhia declarou que pretende operar normalmente durante o processo e reorganizar sua estrutura operacional, priorizando unidades e canais mais rentáveis. Em relação às dívidas, a estratégia indicada é o reperfilamento e o alongamento de prazos para pagamentos, cujas condições dependerão das etapas do processo judicial.
O Conselho de Administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para analisar a ratificação da decisão. A empresa também deverá apresentar à Justiça os documentos e informações exigidos para o prosseguimento do procedimento.
A Casas Bahia informou que continuará comunicando acionistas e o mercado sobre os desdobramentos do processo.
Fonte: Paranaibamais


