Recife recebe uma exposição imersiva dedicada a Dom Helder Camara, em comemoração aos 95 anos de sua ordenação. Voltada tanto à comunidade católica quanto a visitantes da capital pernambucana, a atração acontece na Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, no bairro Boa Vista, e foi organizada pela Secretaria Municipal de Turismo em parceria com o Instituto Dom Helder Camara.
A projeção, intitulada “Dom Helder Camara – Luz, Fé e Memória”, combina elementos de luz, arte e tecnologia para apresentar a trajetória, a espiritualidade e o legado humanitário do religioso. A experiência transforma o interior do templo em um espaço de contemplação por meio de recursos audiovisuais.
Cada sessão tem 25 minutos de duração e reúne projeção mapeada, trilha sonora original, locução, fotografias históricas, animações, peças de arte sacra e iluminação cênica. Durante a narrativa audiovisual, frases atribuídas a Dom Helder são projetadas sobre a arquitetura da igreja, enfatizando valores como paz, fraternidade, esperança, solidariedade e justiça social.
As apresentações ocorrem das 19h às 21h, com intervalos de 25 minutos, oferecendo múltiplas sessões à noite para o público que desejar assistir à projeção.
Trajetória
Dom Helder Camara foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organismo que teve papel destacado no enfrentamento ao regime militar. Em 1964, ele assumiu a arquidiocese de Recife e Olinda, cargo que ocupou até meados da década de 1980.
Na década de 1970, Dom Helder foi indicado por diversas vezes ao Prêmio Nobel da Paz em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos humanos. De acordo com a Comissão Estadual da Memória e Verdade de Pernambuco, que leva o nome do religioso, houve intervenção do governo ditatorial brasileiro para impedir a premiação em ao menos uma das indicações, registrada em 1972.
Dom Helder Camara faleceu em 27 de agosto de 1999, aos 90 anos, em sua residência no Recife.
Fonte: Uberlandianofoco


