TRANSMISSÃO: YouTube | as plataformas de áudio e (YouTube)
A Petrobras anunciou no sábado (15) a identificação de hidrocarbonetos no poço chamado Morpho, situado a 175 quilômetros da costa do Amapá e a aproximadamente 2.800 metros de profundidade. A constatação de presença de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Região conhecida como Margem Equatorial, provocou reação imediata no cenário político e energético do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a descoberta como um “passaporte para o futuro” do Brasil. A empresa, entretanto, ressalta que ainda é preciso confirmar a viabilidade econômica da extração antes de avançar para produção comercial.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, estimou um prazo de até sete anos para que o primeiro barril seja produzido em instalações submarinas na área. Enquanto isso, a estatal solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) licença para perfurar mais três poços na mesma região.
A perspectiva de novos investimentos petrolíferos vem acompanhada de debates sobre impactos ambientais e climáticos. Especialistas e organizações alertam que a Foz do Amazonas é uma área de extrema sensibilidade ambiental, e que a aposta em combustíveis fósseis contraria compromissos com a transição energética.
No episódio do podcast O Assunto dedicado ao tema, a apresentadora Natuza Nery conversa com Felipe Maciel, jornalista com cerca de duas décadas cobrindo os setores de petróleo, gás e energia. Maciel detalha como poderia ocorrer a exploração na região, aponta riscos ambientais e compara o caso brasileiro com o que vem ocorrendo na Guiana. Também participa Shigueo Watanabe Jr., especialista em energia do Observatório do Clima e pesquisador do Climainfo.
O episódio cita ainda desdobramentos institucionais: o Ministério Público Federal (MPF) cobrou do Ibama explicações sobre o pedido da Petrobras para avançar em mais perfurações. Entidades do setor, como o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), classificaram os indícios como uma “nova fronteira exploratória”.
Dados de produção do próprio podcast foram lembrados no programa: O Assunto, produzido pelo g1 desde agosto de 2019, acumula mais de 168 milhões de downloads em plataformas de áudio e mais de 14,2 milhões de visualizações no YouTube. A produção do episódio traz os nomes Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Marco Antônio Martins; a colaboração foi de Thomé Granemann.
Convidado no programa, Felipe Maciel é sócio-fundador e diretor executivo da agência Eixos, especialista nos setores de petróleo, gás e energia. O episódio foi apresentado por Natuza Nery.
Fonte: G1 – O Assunto


