A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de uma criança de 1 ano e 10 meses ocorrida na quarta-feira (23). A vítima, que residia em João Pinheiro, no Noroeste do estado, passou mal após ingerir uma substância ainda não identificada oficialmente e apresentou uma reação alérgica grave.
Atendimento e transferência
Devido à gravidade do quadro, a equipe médica realizou a transferência da menina para Araguari, no Triângulo Mineiro. No atendimento, a criança teve convulsões e complicações respiratórias agudas. Durante os procedimentos emergenciais, os profissionais constataram acúmulo de líquido nos pulmões. A paciente sofreu parada cardíaca e não resistiu.
Suspeita sobre a substância
Segundo a Polícia Civil de Araguari, a principal hipótese levantada pelos investigadores é que a criança tenha ingerido uma pedra de crack. Familiares informaram que a menina, moradora do Bairro Cais, apresentou os primeiros sintomas no domicílio antes de ser socorrida.
Exames e investigação
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de necropsia, que deve apontar a causa oficial do óbito. Até o momento, a Polícia Civil não informou sobre prisões relacionadas ao caso. Os investigadores trabalham para apurar como a criança teve acesso à substância e se houve negligência por parte de responsáveis.
Reação da comunidade e providências
A morte provocou comoção entre moradores de João Pinheiro. A comunidade organizou ações para auxiliar a família com as despesas do funeral: uma campanha via Pix arrecadou R$ 2.980 e a Prefeitura Municipal destinou R$ 2.500. O Lions Clube local disponibilizou o salão da funerária para a realização do velório.
De acordo com os parentes, os valores arrecadados foram suficientes para cobrir custos de traslado e sepultamento; o saldo remanescente será usado para a confecção da lápide. A Funerária São João Batista informou que o corpo deve chegar à cidade ainda na quinta-feira.
A investigação segue em andamento, com foco em determinar a origem da substância ingerida e em esclarecer eventuais responsabilidades.
Fonte: Regionalzao


