A Região do Cerrado Mineiro certificou 419,9 mil sacas de 60 quilos com a Denominação de Origem (D.O.) na safra 2025/2026, chegando a 27 mercados internacionais, segundo dados divulgados pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado.
O volume representa quase três vezes a média de certificação registrada até 2024, quando a região certificava cerca de 150 mil sacas por safra. Para a entidade, o avanço indica amadurecimento do sistema de origem e maior adesão de produtores, cooperativas e compradores ao modelo de certificação.
Exportações e destinos
Do total exportado, a Europa recebeu 132,2 mil sacas, que correspondem a 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22% das exportações, seguida pela Ásia (3,8%), pelo Oriente Médio (3,3%) e pela Oceania (2,4%). Entre os países, Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.
Rastreabilidade e compradores
O sistema de rastreabilidade da Denominação de Origem registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior comprador respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais compradores concentraram 68,5% do movimento. A Federação aponta que esses números evidenciam uma rede ampla de agentes comerciais e possibilitam acompanhar a trajetória do café certificado ao longo da cadeia.
As cooperativas filiadas à Federação tiveram papel determinante no aumento das certificações, concentrando a maior parte dos volumes validados na safra 2025/2026. Entre as cooperativas citadas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari, que apoiam produtores no processo de certificação da origem.
Exportadores credenciados ao sistema, incluindo Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee, também foram apontados como parceiros estratégicos na ampliação do alcance comercial dos cafés certificados.
Conexão com o consumidor e meta
A D.O. aplicou cerca de 10 milhões de selos em embalagens comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A parceria com a illycaffè foi mencionada como um dos motores dessa aproximação entre origem e consumidor final.
Para a safra 2026/2027, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e suas cooperativas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com a Denominação de Origem, o que representa um avanço de 42,9% em relação ao ciclo encerrado em junho. A estratégia inclui ampliar a adesão de produtores, fortalecer a atuação conjunta com cooperativas, exportadores e armazéns credenciados e aumentar a presença da origem certificada nos mercados nacional e internacional.
Sobre a Região do Cerrado Mineiro
A Região do Cerrado Mineiro foi a primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil e reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios. A Federação dos Cafeicultores do Cerrado é a entidade responsável por representar, controlar e promover a origem, além de atestar a procedência e a qualidade dos cafés por meio de critérios técnicos e de um sistema de rastreabilidade.
Mais informações: www.cerradomineiro.org
Fonte: Uberlandianofoco


