Demanda por educação profissional registra salto entre 2021 e 2025
As matrículas em educação profissional e tecnológica no Brasil avançaram de cerca de 1,9 milhão para mais de 3,1 milhões alunos entre 2021 e 2025, segundo o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação e pelo Inep. No ensino médio regular da rede pública, a participação de estudantes matriculados em alguma modalidade técnica chegou a 20,1%, percentual que era próximo de 10% antes da pandemia.
O movimento mostra que uma parcela significativa dos jovens está optando por trajetórias que combinam formação geral e qualificação profissional. Para Leonardo Monteiro, gerente de Ensino Médio da Fundação Bradesco, essa escolha não significa afastamento da universidade, mas preferência por um caminho diferente: jovens que almejam sair da escola já com competências aplicáveis no mercado de trabalho.
Os cursos técnicos integrados permitem concluir o ensino médio enquanto se obtém uma habilitação profissional; os subsequentes, por sua vez, destinam-se a quem já terminou o ensino médio e busca requalificação ou nova inserção no mercado, sendo mais curtos e práticos. A Fundação Bradesco, segundo Monteiro, oferta ambos os formatos em diferentes áreas, incluindo atualmente o curso subsequente de Agropecuária.
Metodologia prática e impacto na empregabilidade
Além do conteúdo, a formação técnica privilegia a aprendizagem ativa, com metodologia orientada pela prática. A experiência pedagógica coloca o estudante como protagonista: em aulas de Eletrônica, por exemplo, o processo envolve montagem e testes de circuitos, interpretação de resultados e desenvolvimento de autonomia, em vez de depender apenas de avaliações teóricas, segundo a instituição.
Áreas como automação, ciência de dados, saúde e sustentabilidade têm exigido profissionais com formação específica e capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas. Cursos técnicos bem estruturados procuram alinhar o currículo a essas demandas e a constante necessidade de atualização.
Pesquisas indicam que egressos de cursos técnicos têm mais chances de ingresso no mercado formal, aumento de renda e maior estabilidade ao longo do tempo. Dados do Inep de 2024 mostram também que cerca de 44% dos estudantes que concluem o ensino médio articulado à educação profissional ingressam no ensino superior no ano seguinte, contra 26,44% entre os que não cursam a modalidade técnica.
A Fundação Bradesco afirma que, além do conteúdo técnico, mantém currículos em atualização permanente e investe em competências socioemocionais como colaboração, comunicação e resolução de problemas, preparando alunos para aprender continuamente diante de transformações como a inteligência artificial e a automação.
Fonte: G1


