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quarta-feira, agosto 26, 2026

SUS passa a oferecer 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em todo o país

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza 100 mil teleatendimentos por mês voltados à saúde mental de mulheres em todo o Brasil, com prioridade para vítimas de violência e cuidadoras não remuneradas. O serviço está acessível por meio do miniapp “Acolhe Mais” no aplicativo Meu SUS Digital e não exige encaminhamento médico nem comprovação documental da situação vivida.

Quem pode usar e como acessar

O atendimento prioriza mulheres que sofrem violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, além de mães, avós, tias e irmãs que cuidam de forma não remunerada de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O acesso é feito com login pela conta gov.br no Meu SUS Digital, onde a usuária entra no miniapp “Acolhe Mais” para iniciar o cadastro.

Funcionamento dos teleatendimentos

Após o cadastro, a usuária responde a um formulário de acolhimento digital que orienta o encaminhamento do caso. A equipe responsável avalia as respostas e devolve retorno em até 24 horas, confirmando o agendamento, fornecendo orientações prévias e o link para a videochamada.

As sessões são conduzidas por psicólogas, têm duração mínima de 50 minutos e fazem parte de um acompanhamento contínuo: cada ciclo contempla até dez encontros, com possibilidade de renovação quando necessário. A mesma profissional acompanha a usuária ao longo do processo para favorecer o vínculo terapêutico.

Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, sempre no horário de Brasília.

Ampliação nacional e contexto

O projeto teve início como piloto em Recife e no Rio de Janeiro, com foco exclusivo em mulheres em situação de violência. Agora, a iniciativa passa a atender todo o território nacional e incorpora também cuidadoras não remuneradas.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, três em cada quatro tarefas de cuidado não remunerado no mundo recaem sobre mulheres, situação que motiva a oferta remota por reduzir barreiras como falta de tempo, distância a serviços de saúde e dificuldade de deslocamento.

Registros de violência contra mulheres em serviços de saúde públicos e privados cresceram de 167,4 mil casos em 2015 para 348,5 mil em 2025, aumento que destaca a necessidade de ampliar o acolhimento psicológico especializado.

Emergência e continuidade do cuidado

Em risco imediato ou violência em curso, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192, a Polícia Militar pelo 190 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo 180, que funciona 24 horas por dia. Ao final do ciclo de sessões pelo aplicativo, a paciente pode ser encaminhada a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para continuidade do cuidado.

Para informações detalhadas e passo a passo, acesse a matéria original: Paranaibamais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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