A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) abriu inscrições, até 30 de agosto, para a Missão à China 2026, que será realizada de 1º a 8 de novembro. A iniciativa, em sua quarta edição, tem como objetivo aproximar empresários mineiros do mercado chinês por meio de agenda técnica, capacitação e encontros de negócios.
A programação prevista inclui visitas a indústrias locais na China, atividades de capacitação executiva, oportunidades de networking com empresários e parceiros chineses, além de participação na China International Import Expo (CIIE). Os participantes também integrarão o Brazil China Business Forum e o jantar “The Bearer of the Future”, eventos que reunirão lideranças empresariais e institucionais.
A missão foi estruturada para facilitar o contato entre empresas mineiras e potenciais clientes, fornecedores e investidores chineses, além de permitir a observação de tendências, tecnologias e modelos de negócio que podem apoiar processos de internacionalização.
Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG, Rebecca Macedo, a experiência presencial deve ajudar os empresários a compreender melhor o ambiente de negócios na China, identificar parceiros confiáveis e transformar contatos em oportunidades concretas. Ela destaca ainda que uma agenda organizada por uma instituição como a FIEMG pode aumentar a eficiência na aproximação com o mercado asiático.
Os dados do comércio exterior reforçam a importância do destino. Em 2025, a China foi responsável por 28,69% das exportações brasileiras e por 25,30% das importações, mantendo-se como o principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para a China somaram US$ 100 bilhões em 2025, alta de 6% em relação a 2024, enquanto as importações originadas da China alcançaram US$ 70,9 bilhões, crescimento de 11,5% no mesmo período.
O comércio bilateral corrente entre os dois países atingiu cerca de US$ 171 bilhões em 2025, aumento de 8,2% em comparação anual, com superávit brasileiro de US$ 29,1 bilhões. A pauta exportadora do Brasil para a China segue concentrada em commodities: sementes e frutos oleaginosos movimentaram US$ 34,8 bilhões (35%); minérios, escórias e cinzas, US$ 21 bilhões (21%); e combustíveis minerais, US$ 20,6 bilhões (cerca de 21%). Esses três grupos representaram cerca de 77% das vendas brasileiras ao mercado chinês.
Além do fluxo por matérias-primas e produtos metalúrgicos, a FIEMG aponta que há espaço para diversificação da pauta exportadora, com oportunidades para produtos industrializados e segmentos voltados à classe média chinesa, que tem aumentado seu poder de compra e demanda por itens especializados.
Serviço
Missão à China 2026
Data: 1º a 8 de novembro de 2026
Inscrições: até 30 de agosto
Informações e contato: (31) 3263-4728 / 4407 ou pcomercial@fiemg.com.br
Inscrições e detalhes da missão podem ser consultados no formulário disponibilizado pela FIEMG.
Fonte: Gazetadotriangulo


