A MG Motor Brasil apresentou, nesta quarta-feira (26), o IM6, SUV totalmente elétrico que marca a estreia da divisão de luxo IM Motors no mercado brasileiro. A comercialização do modelo está prevista para começar até o fim de 2026.
A IM é uma marca britânica controlada pelo grupo chinês SAIC, que produz veículos na China. O conglomerado e suas marcas registraram a venda de 4,5 milhões de automóveis no mundo em 2025. A MG já confirmou que continuará produzindo carros no Brasil; a unidade no Ceará utilizada hoje monta modelos da Chevrolet, como Spark e Captiva, e também atenderá operações do grupo.
Quem e como serão vendidas as unidades
Segundo Thiago Marques, head de marketing da MG Motors, o grupo identificou espaço no mercado brasileiro para uma marca de luxo de baixo volume. Os veículos IM serão comercializados em áreas dedicadas dentro das concessionárias MG.
O que é o IM6
O IM6 foi exibido ao público durante o Festival Interlagos. Trata-se de um utilitário esportivo com porte semelhante ao do Porsche Cayenne GT. No lançamento, a fabricante mostrou a versão mais potente, denominada Performance, equipada com dois motores elétricos que entregam 767 cv e 81,7 kgfm de torque. Nessa configuração a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 3,5 segundos e a velocidade máxima é de 305 km/h.
A reportagem do G1 teve a oportunidade de realizar uma volta rápida no autódromo com uma configuração de menor potência. A MG ainda não detalhou oficialmente as motorizações e a lista de equipamentos que serão oferecidas no Brasil; em conversas informais, a expectativa de preço mencionada é em torno de R$ 400 mil.
Especificações conhecidas no exterior e tecnologia
No Reino Unido, o IM6 com um único motor elétrico no eixo traseiro tem 407 cv, 51 kgfm de torque, acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e alcança 235 km/h, com bateria de 96,5 kWh. O modelo traz pacote tecnológico que inclui assistentes de condução ADAS, sistemas de prevenção contra colisões e capotamentos, controle eletrônico para reduzir risco de aquaplanagem e esterçamento nas quatro rodas.
O painel une duas telas digitais — uma de 26,3 polegadas e outra de 10,5 polegadas — complementadas por conjunto de áudio e bancos com formato próximo ao de poltronas de luxo.
Impressões de condução e cabine
Em Interlagos, mesmo com o centro de gravidade naturalmente mais alto, o IM6 mostrou comportamento previsível nas curvas, evoluindo de forma linear e com saída controlada das curvas, o que aponta para caráter esportivo. Como o asfalto do circuito é liso, não foi possível avaliar o comportamento do veículo em trechos com pavimentação irregular, comuns nas vias brasileiras.
O acabamento da cabine foi considerado de boa qualidade, embora o veículo abuse do número de telas: o painel de instrumentos se estende até a parte central, formando uma superfície extensa junto à central multimídia, e o console tem outra tela para comandos em lugar dos botões. Durante a condução, os controles usados mostraram-se bem calibrados, mas a direção não transmite muita sensação ao condutor, e o comportamento do carro aparenta depender mais das intervenções eletrônicas do que da reação do motorista. A suspensão adapta-se para equilibrar a carroceria.
O espaço no banco traseiro é limitado, característica típica de SUVs com carroceria cupê — o caimento do teto em direção à traseira reduz a altura disponível para a cabeça.
Fonte: G1


