O dólar abriu a segunda-feira (31) em queda, recuando 0,59% por volta das 9h25 e sendo cotado a R$ 5,1655. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, tem início das negociações marcado para as 10h. Os mercados doméstico e internacionais operam sob pressão diante de uma nova escalada do confronto entre Estados Unidos e Irã, enquanto, no Brasil, a agenda do dia concentra-se no projeto do Orçamento de 2027 e em tratativas comerciais com os EUA.
Nos Estados Unidos, os ativos reagiram à primeira ofensiva americana contra o Irã desde o fim de julho. A retomada dos ataques aumentou temores com a inflação e levou a alta dos preços do petróleo. Por volta das 8h20 (horário de Brasília), o barril Brent avançava 3,26%, a US$ 90,97, e o WTI subia 3,49%, a US$ 86,31.
No cenário doméstico, o governo apresentou ao Congresso o projeto do Orçamento de 2027. A Câmara dos Deputados deve votar a proposta de jornada 6×1 e o fim da chamada “taxa das blusinhas”. Ao longo do dia, ministros participam de eventos e reuniões sobre o Orçamento e as negociações comerciais com os Estados Unidos. Entre as participações previstas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparece a evento do BTG Pactual, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, fará pronunciamento sobre o Orçamento de 2027.
No exterior, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de reunião do G20 que reúne ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.
Petróleo e impacto nas rotas
Os preços do petróleo subiram mais de 3% após ataques americanos a dois lançadores na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e relato de retaliação iraniana contra duas bases aéreas americanas na Jordânia. A escalada elevou a preocupação com possíveis interrupções no abastecimento. Dados de navegação indicaram que, no fim de semana, apenas cinco navios de carga passaram diariamente pelo estreito. A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo informou também que um petroleiro foi atingido por um projétil ao entrar no Estreito de Ormuz no sábado.
“Novos ataques militares no Oriente Médio e preocupações com novas interrupções no abastecimento de petróleo elevaram os preços do petróleo”, afirmou o analista do UBS Giovanni Staunovo, acrescentando que os mercados acompanharão se a situação se acalma ou se o conflito se agrava.
Bolsas globais
Os índices futuros de Wall Street apontavam queda: Dow Jones recuava 0,18%, S&P 500 caía 0,17% e Nasdaq registrava baixa de 0,10%. Na Europa, as bolsas operavam próximas da estabilidade, com o STOXX 600 em queda de 0,02% e o DAX de Frankfurt recuando 0,63%; por outro lado, o CAC 40 de Paris avançava 0,21% e o FTSE 100 de Londres subia 0,29%.
Na Ásia, o desempenho foi misto. As bolsas chinesas fecharam em alta, com destaque para as empresas de tecnologia, enquanto as ações do setor imobiliário recuaram após medidas do governo. Em Xangai, o SSEC subiu 0,86%, aos 3.986 pontos, e o CSI300 avançou 0,35%, aos 4.625 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,07%, aos 25.566 pontos, e em Tóquio o Nikkei recuou 0,14%, aos 66.311 pontos.
Indicadores de desempenho
Dólar — acumulado da semana: +1%; acumulado do mês: +2,49%; acumulado do ano: -5,33%.
Ibovespa — acumulado da semana: +2,71%; acumulado do mês: -1,31%; acumulado do ano: +9,02%.
Veja a matéria original no G1: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/31/dolar-ibovespa.ghtml


