22.6 C
Uberlândia
quarta-feira, abril 29, 2026

Conta de luz terá cobrança extra em maio com adoção da bandeira amarela

A conta de energia ficará mais cara em maio após decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Nesta sexta-feira (24), a agência anunciou a adoção da bandeira tarifária amarela para todos os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), encerrando a sequência de meses em que vigorou a bandeira verde, quando não há cobrança adicional.

A Aneel justificou a mudança pela redução das chuvas no período de transição entre as estações, o que compromete a geração hidrelétrica. Com menor aporte de água nos reservatórios, o sistema elétrico tende a depender mais de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais alto.

Segundo o comunicado, a conta de luz terá um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts hora consumidos. Esse valor será aplicado de forma proporcional ao consumo mensal de cada unidade consumidora, incluindo residências, comércios e indústrias conectados ao SIN.

Como funciona a cobrança por bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, tem a finalidade de sinalizar ao consumidor o custo efetivo da geração de energia no país. As cores são reavaliadas mensalmente com base nas condições de produção e nos custos projetados para o período seguinte.

Quando a bandeira está verde, não há cobrança extra. A bandeira amarela representa um cenário intermediário, em que há condições menos favoráveis e maior acionamento de fontes caras. Em situações mais críticas, a bandeira vermelha pode ser acionada, com acréscimos mais elevados na tarifa.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável por monitorar o funcionamento do sistema e projetar os custos de geração, informações que subsidiam a definição mensal das cores das bandeiras tarifárias.

Níveis de bandeira e acréscimos

  • Bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido;
  • Bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com acréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

A adoção da bandeira amarela para maio sinaliza um aumento nos custos de geração no período mais seco do ano. A evolução das condições climáticas e o nível dos reservatórios definirão eventuais novos ajustes nas próximas revisões mensais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também