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sexta-feira, setembro 4, 2026

Perda auditiva na terceira idade: causas, impactos sociais e opções de tratamento

Perda auditiva entre idosos preocupa por impactos físicos, mentais e sociais

A perda auditiva é uma condição que atinge milhões de idosos no Brasil e se torna um desafio crescente com o envelhecimento da população. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, cerca de 1,5 milhão de pessoas idosas no país convivem com algum grau de deficiência auditiva, afetando a saúde física, o bem-estar mental e as relações sociais.

Causas e fatores de risco

A otorrinolaringologista Dra. Leda Maria Vieira Carneiro, do Hospital Mater Dei Santa Clara, aponta a presbiacusia — perda auditiva associada ao processo natural de envelhecimento — como a principal causa em idosos. Ela ressalta que a predisposição genética contribui, mas o avanço da idade intensifica a condição. Levantamentos indicam que 11% das pessoas entre 44 e 54 anos apresentam algum grau de perda auditiva; esse percentual sobe para 25% entre 55 e 65 anos e alcança cerca de 50% da população acima dos 70 anos.

Além da idade e da herança genética, a médica lista substâncias e doenças que podem danificar a audição: drogas ototóxicas como determinados antibióticos (aminoglicosídeos e vancomicina), uso crônico de anti-inflamatórios e até drogas recreativas, como a cocaína. Tabagismo, hipertensão arterial e diabetes também são citados como agravantes que podem acelerar a perda auditiva.

Consequências para saúde mental e convívio

A perda auditiva extrapola o sintoma físico e interfere na vida social e emocional dos idosos. Dra. Leda alerta que a redução da capacidade de discriminação auditiva — dificuldade em compreender a fala — favorece o isolamento e sentimentos de tristeza. O geriatra Dr. Marcos Alvinair, da Linha do Cuidado do Idoso do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, acrescenta que a diminuição da participação em interações sociais pode provocar sensação de desvalorização, solidão, reações depressivas e prejuízos cognitivos como atenção e memória.

Tratamentos disponíveis

Os aparelhos auditivos são a solução mais comum para recuperar parte da capacidade de ouvir e melhorar a discriminação de palavras. Segundo Dra. Leda, esses dispositivos auxiliam a preservar o entendimento da fala, embora, em casos de forte comprometimento da discriminação auditiva, outros tratamentos devam ser avaliados, já que o aparelho pode não ser suficiente.

Para casos de surdez profunda, o implante coclear é uma alternativa que estimula eletricamente os neurônios do ouvido interno por meio de eletrodos. Contudo, esse procedimento cirúrgico é menos indicado quando existem comorbidades que contraindiquem a operação e costuma ser reservado para situações em que aparelhos convencionais não trazem benefício.

Prevenção e estilo de vida

Manter hábitos saudáveis é destacado como importante para preservar a audição. Dra. Leda recomenda evitar o tabagismo, controlar pressão arterial e diabetes, e adotar alimentação balanceada com redução de açúcar, sal e gorduras saturadas. A prática regular de exercícios contribui para a circulação e para a saúde auditiva e cognitiva. A exposição a ruídos intensos deve ser evitada, assim como o consumo excessivo de álcool, que podem agravar a perda auditiva relacionada à idade.

Cuidados e acompanhamento

Os especialistas destacam a necessidade de diagnóstico e intervenção precoces. Avaliações auditivas periódicas e o acompanhamento por otorrinolaringologistas e geriatras, mesmo diante de sinais leves de perda auditiva, aumentam a chance de intervenções mais eficazes e de melhor qualidade de vida para o idoso.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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