Autoridades dos Estados Unidos responsabilizaram, em comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira (8), empresas chinesas do setor de inteligência artificial por praticarem o que denominaram “atividades agressivas de destilação em escala industrial”. A declaração foi assinada por três agências americanas ligadas à segurança cibernética e ao combate ao crime, segundo o documento.
O que disseram as autoridades
O comunicado afirma que essas empresas estariam usando como base para treinar modelos menores as respostas produzidas por modelos maiores e mais caros. Essa técnica — conhecida como destilação — permite reduzir os custos de desenvolvimento de novas ferramentas de IA ao aproveitar o comportamento de sistemas pré-existentes.
Como funciona a destilação
Na prática, a destilação envolve submeter um modelo de menor capacidade às saídas (respostas, previsões ou representações) geradas por um modelo mais robusto. Com isso, o modelo menor aprende a reproduzir resultados semelhantes com menos recursos computacionais e financeiros, tornando o processo de criação e treinamento mais barato.
Contexto e fontes
O comunicado conjunto não detalhou nomes específicos de empresas ou forneceu números sobre a escala das operações apontadas, limitando-se a caracterizar a prática como ocorrendo em nível industrial. A nota também indica que informações adicionais foram obtidas por meio de reportagem da agência Reuters.
O tema da destilação e de práticas de reprodução de modelos de inteligência artificial tornou-se foco de atenção das autoridades por envolver tanto questões econômicas quanto riscos associados à segurança e ao uso indevido de tecnologia.
Reportagem em atualização com informações da Reuters.


