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quarta-feira, setembro 9, 2026

Dólar cai a R$ 5,089 e fecha no menor valor em um mês

O dólar à vista fechou em queda de 0,79% nesta terça-feira, cotado a R$ 5,089, marcando o menor nível de fechamento em um mês. A sessão foi influenciada pela valorização do petróleo, motivada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, e pela alta da bolsa de valores brasileira.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1289, como máxima, e R$ 5,0713, como mínima. O fechamento abaixo de R$ 5,10 ocorreu pela primeira vez desde 7 de agosto, quando o dólar encerrou o pregão a R$ 5,084.

Com o resultado do dia, o dólar apresenta queda acumulada de 7,28% no ano de 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a retração foi de 1,82%, após uma alta de 2,16% registrada em agosto. Segundo observadores do mercado, esse movimento refletiu a combinação de fatores domésticos e do ambiente externo para moedas de economias emergentes.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, avançou 1,20%, atingindo 187.366,84 pontos, o maior nível desde 4 de maio. Durante a sessão, o índice chegou a 189.487,70 pontos e teve mínima em 185.207,66 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 29,76 bilhões.

As ações da Petrobras acompanharam a alta do petróleo no exterior: as preferenciais subiram 2,08% e as ordinárias subiram 2,36%. De acordo com dados da B3, o fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa brasileira seguiu positivo em setembro, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros pregões do mês.

Os contratos de petróleo subiram diante da intensificação de tensões no Oriente Médio e de ataques a cidades do sul da Arábia Saudita e a instalações do setor de energia. O barril do tipo Brent avançou 0,9%, para US$ 97,92, enquanto o WTI subiu 1,7%, para US$ 93,03.

O Brent terminou no maior nível desde 23 de julho, e o WTI teve o maior fechamento desde junho. As ações militares na região ampliaram preocupações sobre o abastecimento da commodity e os riscos de interrupções no transporte pelo Golfo Pérsico, onde antes da escalada do conflito cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo transitava. Durante o pregão, os contratos reduziram parte dos ganhos diante das avaliações sobre os efeitos de combustíveis mais caros na inflação, nas taxas de juros e no crescimento econômico global.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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