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quinta-feira, setembro 10, 2026

Dólar abre em alta antes de dados de inflação ao produtor dos EUA; petróleo volta a superar US$ 100

Mercado doméstico: O dólar comercial abriu a sessão desta quinta-feira (10) em alta, avançando 0,14% por volta das 9h e sendo negociado a R$ 5,1189. As negociações do Ibovespa tiveram início às 10h. O ambiente entre investidores permanecia sensível à divulgação, prevista para hoje, dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos, que podem influenciar a decisão de política monetária do Federal Reserve na próxima semana.

Petróleo e cenário internacional: As tensões no Oriente Médio permaneceram no radar dos mercados. Na véspera, o petróleo ultrapassou novamente os US$ 100 por barril — primeira vez desde 24 de julho — após os Estados Unidos terem destruído cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra americano. Por volta das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,79%, cotado a US$ 102,01, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,17%, a US$ 97,17.

O aumento dos preços segue a piora do conflito entre Estados Unidos e Irã, em curso há seis meses, e ataques recentes dos Houthis a instalações de energia na Arábia Saudita, que provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Esses ataques podem comprometer embarques pelo Mar Vermelho, rota alternativa ao Estreito de Ormuz, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito.

Impactos previstos: Analistas e instituições financeiras elevaram estimativas para o preço do petróleo diante da escalada, cenário que pode pressionar custos de energia e a inflação global. Caso se confirme, a alta dos preços da commodity tende a influenciar decisões de política monetária, levando bancos centrais a manter ou elevar taxas de juros.

Cenário político e decisões judiciais: No Brasil, o mercado acompanhou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas a investigações sobre o Banco Master. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atendeu a pedido de Andrei Rodrigues e ocorreu um dia após o ministro André Mendonça ter determinado o afastamento dos servidores.

Dino também decidiu que os dois oficiais devem ficar protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. O ministro é relator de inquérito que apura o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”, e afirmou já ter autorizado a Polícia Federal a acessar integralmente materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo nessa investigação.

No despacho, Dino avaliou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica o andamento dessa e de outras apurações sob sua relatoria. Andrei Rodrigues alegou ao Supremo que sua saída interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. O ministro também afirmou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável.

A decisão reacende o cenário político, já que Mendonça está em disputa com o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master; Moraes, por sua vez, é alvo de ataques do deputado Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agenda econômica e indicadores: No calendário local, o foco está na nova Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), cuja expectativa de mercado é de variação de 0,2% na comparação mensal e de 0,1% na anual. Os investidores também monitoram novas medidas tributárias e de subvenção anunciadas pelo governo para os combustíveis.

Desempenho dos indicadores: Até o início do pregão, o acumulado do dólar na semana registrava -0,36%, no mês -1,31% e no ano -6,87%. O Ibovespa acumulava +0,25% na semana, +4,62% no mês e +15,20% no ano.

Mercados globais: Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda ante a escalada das tensões no Oriente Médio e preocupações com a inflação global: o SSEC de Xangai caiu 0,43%, o CSI300 recuou 0,53% e o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,27%. O Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%.

Informações adicionais foram prestadas pela agência Reuters. Foto: Luisa Gonzalez/Reuters.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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