27.6 C
Uberlândia
quinta-feira, setembro 10, 2026

Narcopiloto brasileiro procurado foi identificado por infecção e morreu em hospital colombiano após quatro anos foragido

O piloto brasileiro Márcio Uebel Hübner, apontado como narcotraficante e procurado pela Justiça Federal desde 2022, teve sua condição de foragido interrompida por uma infecção grave que resultou na sua morte na Colômbia. Segundo apuração do Núcleo Investigativo da RECORD, Hübner foi deixado por desconhecidos na porta de um hospital em Inírida, no departamento de Guainía, já em estado crítico.

Identificação e internação

Os médicos que atenderam Hübner diagnosticaram fasciíte necrosante, infecção bacteriana conhecida popularmente como “bactéria come‑carne”, que destrói tecido vivo rapidamente por meio de toxinas. Ele resistiu por cinco dias após a internação, mas não sobreviveu.

Durante o atendimento emergencial, a verdadeira identidade do paciente foi confirmada, o que resultou em sua detenção no próprio hospital poucos dias antes do óbito, conforme o levantamento jornalístico.

Mandado de prisão e trajetória da fuga

Hübner era alvo de investigação desde a queda forçada de uma aeronave sob seu comando em 2022, quando autoridades em Jales (interior de São Paulo) encontraram 656 quilos de cocaína a bordo. Após o incidente, ele e um cúmplice conseguiram escapar e passaram a ser procurados pela Justiça Federal, que renovou o mandado de prisão em Jales neste ano.

Sem condições de retornar ao Brasil, o brasileiro teria cruzado a fronteira e vivido escondido na região amazônica da Colômbia por cerca de quatro anos até a internação que levou à sua identificação e prisão.

Atuação para grupo dissidente e corredor da selva

De acordo com o Núcleo Investigativo da RECORD, enquanto esteve foragido Hübner passou a prestar serviços de piloto para Iván “Mordisco”, considerado o criminoso mais procurado da Colômbia. As rotas operadas por Hübner teriam se concentrado no chamado “corredor da selva”, área de floresta controlada pelo grupo fronteiriço entre Brasil, Colômbia e Venezuela, onde existem pistas improvisadas e laboratórios clandestinos para processamento de cocaína.

Iván “Mordisco” é identificado como Néstor Gregorio Vera Fernández, líder de uma organização dissidente das extintas FARC. Ex‑atirador de precisão e técnico em explosivos, ele ascendeu ao comando do Estado‑Maior Central (EMC) e é acusado de empregar métodos violentos, incluindo ataques com drones carregados de explosivos. O governo da Colômbia oferece recompensa próxima a US$ 1,5 milhão (equivalente a cerca de R$ 7,6 milhões) por sua captura, vivo ou morto.

Para acompanhar as principais notícias do Brasil e do mundo, continue acompanhando o Paranaíba Mais.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também