Quem: Nathaly Moraes, advogada das famílias dos irmãos Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4) e do menino Edson Davi.
O que: A criminalista questionou nota da Polícia Federal que dizia que, segundo autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira estava entre as 163 pessoas localizadas na Operação Statewide Shield nos Estados Unidos. Moraes afirma que a família não recebeu comunicação oficial da Interpol e que houve requerimento formal para inclusão das crianças no mecanismo internacional de localização.
Quando e onde: O episódio ganhou repercussão na noite de quarta-feira (9), quando a PF informou que encaminharia à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) pedido para incluir Edson Davi na Difusão Amarela. Nesta quinta-feira (10), a mãe de Edson divulgou vídeo de sua ida à sede da Polícia Federal e relatou o envio do nome do filho à Interpol.
Posição da Polícia Federal e operação nos EUA
Em nota, a Polícia Federal afirmou ter adotado providências junto à Interpol e que caberá ao organismo avaliar a solicitação e decidir sobre eventual publicação do alerta. A PF também indicou que, conforme autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira consta entre as 163 pessoas localizadas na Operação Statewide Shield, deflagrada em agosto e voltada à identificação, localização e recuperação de menores desaparecidos.
O governo dos Estados Unidos informou que a ação durou cinco dias, localizou proativamente jovens vulneráveis dentro e fora do país e envolveu crianças com idades entre 2 meses e 17 anos. Em divulgação sobre a operação, realizada pelo procurador-geral da Flórida, consta que houve atuação policial com alcance internacional na página oficial.
Resposta da defesa e da família
A advogada declarou nas redes sociais que a informação de ausência de brasileiros entre os resgatados não foi comunicada oficialmente às famílias. Segundo Moraes, a equipe compareceu à Polícia Federal para procedimentos de coleta e comparação genética com o objetivo de colaborar na identificação e pediu formalmente que as crianças sejam incluídas no mecanismo de identificação internacional.
Ela afirmou ainda que a família aguardará manifestação oficial da PF dirigida a eles com os esclarecimentos necessários e que, até que isso ocorra, não descartam nenhuma possibilidade de identificação. Moraes destacou compromisso com a verdade, com a busca pelas crianças e com o direito das famílias a respostas claras e fundamentadas.
A mãe de Edson Davi publicou vídeo relatando 2 anos e 8 meses de busca, disse ter levado o nome do filho à Interpol e registrou a ida à delegacia da Polícia Federal como “mais um passo” nas investigações.
Histórico dos casos
Os irmãos maranhenses Ágatha e Allan desapareceram em janeiro deste ano, depois de serem vistos pela última vez brincando em uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Até o momento, não há suspeitos formalmente apontados pelas autoridades.
Edson Davi Silva Almeida foi visto pela última vez na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e desapareceu em 2024. A Polícia Civil chegou a concluir que ele teria se afogado, hipótese contestada pela família, que sustenta a possibilidade de sequestro e busca apoio em ferramentas internacionais de localização.
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