A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) é apontada como uma das medidas mais relevantes para prevenir infecções pelos tipos do vírus vinculados ao câncer do colo do útero e a outras condições associadas ao HPV, afirma a Dra. Gisele Vissoci Marquini.
De acordo com a médica, quanto mais cedo a imunização é aplicada, maior a efetividade em prevenir a exposição inicial ao vírus. Por esse motivo, ampliar a oferta da vacina a meninas e meninos, conforme as recomendações vigentes, representa uma ação de saúde pública capaz de prevenir doenças muito antes de qualquer diagnóstico.
Importância da combinação com rastreamento
A especialista ressalta que vacinar vai além da proteção individual: envolve educação em saúde e transformação social. Associada a programas de rastreamento eficientes para o câncer do colo do útero, a vacinação pode reduzir substancialmente a ocorrência de lesões precursoras e, a longo prazo, colaborar para a eliminação do câncer cervical como problema de saúde pública.
Combater informações incorretas e enfrentar tabus em torno da vacina são desafios destacados no texto. Ampliar o acesso ao imunizante e esclarecer dúvidas é responsabilidade compartilhada entre profissionais de saúde, famílias, escolas e a sociedade em geral, segundo a autora.
O documento reforça que oferecer a proteção antes da exposição ao vírus maximiza o benefício coletivo e individual, e que políticas que ampliem a cobertura vacinal têm papel central na prevenção.
Prevenir o HPV é uma escolha de cuidado que pode mudar histórias e salvar vidas.
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia / Cirurgia Vaginal / Uroginecologia
Fonte: Revistasoberana


