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terça-feira, setembro 29, 2026

Maiores cidades do Triângulo Mineiro somam R$ 926,03 milhões arrecadados em IPVA em 2025; prefeituras recebem R$ 463,02 milhões

Quatro municípios do Triângulo Mineiro — Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba — registraram, em 2025, arrecadação conjunta de R$ 926,03 milhões com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Pela divisão constitucional do tributo, metade desse montante, equivalente a aproximadamente R$ 463,02 milhões, pertence às prefeituras onde os veículos estão licenciados.

Os números, relativos ao exercício de 2025 e apurados na coluna específica do IPVA sem considerar multas e juros, são da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais. A divulgação dos dados foi citada durante entrevista concedida ao Regionalzao pelos candidatos ao Governo estadual Cleitinho Azevedo e o vice Luís Eduardo Falcão, em que o tema da tributação sobre veículos foi abordado.

Distribuição por município

Uberlândia lidera a arrecadação com R$ 564,67 milhões em IPVA, o que corresponde a cerca de R$ 282,34 milhões destinados ao município. Em segundo lugar, Uberaba arrecadou R$ 231,88 milhões, com parcela municipal aproximada de R$ 115,94 milhões.

Araguari somou R$ 73,36 milhões em arrecadação do imposto, com cerca de R$ 36,68 milhões para o cofre municipal. Ituiutaba registrou R$ 56,12 milhões, com parcela municipal estimada em R$ 28,06 milhões.

Proposta de ajuste na alíquota e preocupações municipais

A chapa de Cleitinho e Falcão defende reduzir a alíquota do IPVA mineiro com a justificativa de tornar o imposto mais competitivo e de reduzir o incentivo para que proprietários licenciem veículos em estados vizinhos. Segundo a campanha, a expectativa é que uma alíquota menor estimule o retorno de veículos para Minas Gerais e, com isso, amplie a base de contribuintes.

Falcão afirmou que uma eventual redução não pode repassar a perda de receita às prefeituras e citou o Triângulo Mineiro em comparação com Goiás como exemplo do fenômeno observado entre estados limítrofes.

“A preocupação dos prefeitos é a nossa preocupação. Nós também queremos é que os municípios sejam privilegiados.”

“Nós jamais iríamos propor algo que vai representar perda para os municípios. Tem que ter compensação se, no início, houver algum tipo de perda.”

Cleitinho também direcionou mensagem aos gestores municipais:

“Prefeito, fica tranquilo. Meu coração é para todos. A gente não vai deixar a arrecadação do município diminuir, pelo contrário.”

A campanha citou possibilidades como revisão de benefícios fiscais e o aumento do número de veículos licenciados em Minas como formas de compensação. No entanto, o mecanismo de compensação não foi detalhado na entrevista: não foram apresentados valores, prazos ou quais benefícios fiscais poderiam ser revistos.

Os dados de 2025 demonstram o volume envolvido na discussão sobre eventual redução do IPVA e por que qualquer alteração na cobrança do imposto impactaria diretamente as finanças municipais. Vale ressaltar que a parcela de IPVA que ingressa nos cofres das prefeituras está sujeita às regras orçamentárias e às vinculações constitucionais aplicáveis, não constituindo automaticamente recurso de livre aplicação.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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