A cinco dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o Brasil chega à reta final da disputa com sinais simultâneos de fortalecimento do emprego e de pressão sobre o orçamento das famílias. Nesta terça-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do mercado de trabalho referentes ao trimestre encerrado em agosto.
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,3% no período. O levantamento registrou também um recorde no número de pessoas ocupadas, que alcançou 103,5 milhões. Esses dados apontam para um aumento na geração de vagas, conforme a série estatística do instituto.
Em paralelo, informações divulgadas pelo Banco Central revelaram que a taxa média de inadimplência nas operações de crédito registradas pelos bancos subiu para 5% em agosto. Esse patamar representa o nível mais alto desde o início da série histórica, em março de 2011.
Os dois conjuntos de números — por um lado o recorde de ocupação apontado pelo IBGE e, por outro, a elevação da inadimplência sinalizada pelo BC — mostram tendências distintas que impactam a situação econômica das famílias brasileiras no momento eleitoral.
Os dados do IBGE e do Banco Central se referem ao mesmo mês, agosto, e foram divulgados na terça-feira, 29 de setembro de 2026. A combinação de mercado de trabalho aquecido com aumento da inadimplência é ressaltada pelas próprias instituições nos comunicados oficiais.
Esta reportagem está em atualização.
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/29/ocupacao-inadimplencia.ghtml


